sábado, 19 de maio de 2012

Lição 8 - Filadélfia, a Igreja do Amor Perfeito,

"Ao anjo da igreja em Filadélfia escreva: Estas são as palavras daquele que é santo e verdadeiro, que tem a chave de Davi. O que ele abre ninguém pode fechar, e o que ele fecha ninguém pode abrir. Conheço as suas obras. Eis que coloquei diante de você uma porta aberta que ninguém pode fechar. Sei que você tem pouca força, mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome. Vejam o que farei com aqueles que são sinagoga de Satanás e que se dizem judeus e não são, mas são mentirosos. Farei que se prostrem aos seus pés e reconheçam que eu amei você. Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra. Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa.
Farei do vencedor uma coluna no santuário do meu Deus, e dali ele jamais sairá. Escreverei nele o nome do meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu da parte de Deus; e também escreverei nele o meu novo nome. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas". 
(Apocalipse 3:7-13)

Phileo delphos, lendo esta expressão, faz-lhe lembrar algo? Pois é, trazendo a pronúncia para o português, Filadélfia origina-se destas duas palavras que formam a sentença “amor entre irmãos” e o nome desta cidade tem uma história um tanto quanto curiosa, em 150 a.C. Átilo II funda esta cidade no vale de Cógamo em homenagem a amor existente entre ele e seu irmão Eumênes II, hoje a cidade islâmica de Alasehir, na Turquia. A cidade de Filadélfia ficava ao aclive do monte Tmolo, distando cerca de 122 Km de Esmirna.
Como todas as cartas, esta é endereçada ao anjo (pastor) da igreja, diferentemente das igrejas anteriores, é a única que não tem repreensão, e junto a Esmirna, seu pastor é elogiado, no caso de Esmirna, os da sinagoga de Satanás comungavam com alguns crentes de Esmirna, já no caso de Filadélfia, era um grupo de gnósticos que possuíam uma sinagoga nesta cidade e que iam de encontro à doutrina de Cristo, relativizando e até banindo a deidade de Jesus, como também, combatendo a doutrina da encarnação de Deus em forma de homem. Mas, sobre os gnósticos, iremos falar um pouco mais a frente.
O Senhor Jesus se apresenta como o que é santo, e Ele é e sempre será irrepreensível, o único que é digno de desatar os selos, o único que foi homem e é digno de honra, louvor e adoração, também identificado como verdadeiro, ou seja, o único que é realmente salvador do mundo, e não uma farsa como muitos que hoje se dizem ser o messias, o “INRI”, inquestionavelmente Ele é o Senhor (Deus) de nossas vidas. Também é aquele que tem a verdade e é a própria verdade, pois, “Conhecereis a verdade e ela vos libertará” (Jo 8.32), a verdade que liberta o cativo e oprimido pelo pecado, dar a alforria ao escravo do maligno, quebra as cadeias e grilhões através da sua Palavra da verdade.
“E que tem a chave de Davi”, o que isso quer dizer? Se buscarmos nos textos veterotestamentários, mais precisamente nos livros dos profetas Isaías e Ezequiel, veremos várias referências acerca da ascendência de Jesus a Davi, expressões como “um rebento de Jessé” (Is 11.1), “meu servo Davi” (Ez 37.24), conotam o verdadeiro descendente de Davi, que reinará para sempre e tem a chave deste reino. A expressão “chave de Davi” é oriunda “de uma experiência antiga. O rei Ezequias tinha um administrador de seu palácio, de nome Sebna, que foi substituído por Eliaquim. Quando recebeu a função, dele disse Deus: ‘Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará, fechará e ninguém abrirá’ (Is 22.22)” (AZEVEDO, 2011, p.113). Ou seja, a autoridade do Senhor Jesus é soberana e transcendente, real e absoluta, inalienável e inquestionável, eterna e inatingível. E essa autoridade é sobre o bem e o mal, entre as regiões físicas e espirituais. O Senhor nos livra do governo maligno, a não ser que queiramos ser regidos pelo adversário.
“Eis que coloquei diante de ti uma porta aberta”, Filadélfia era uma cidade que possuía geograficamente uma passagem obrigatória. Como assim? Para seguir para Jerusalém, quem saísse daquelas redondezas teria que passar por Filadélfia, ou seja, era uma porta aberta para escoar o evangelho a vizinhança, levar a Palavra aos mais distantes rincões da Ásia, Filadélfia tinha amor pela Palavra de Deus e por isso tinha uma porta aberta ao evangelismo e missões. Essa mesma estrada ligava a própria Jerusalém a capital romana. Mas, apesar dessa localização estratégica, o grande trabalho missionário desta igreja só teve grande efeito universal no século XVIII, reverberando no ocidente, isso mesmo, chegando até as Américas. Por isso, John Gil conjecturou que, a igreja de Filadélfia seria uma espécie de porta aberta para o evangelismo e as missões do futuro, enquanto que o tempo da inscrição do livro das Revelações era do evangelismo provocado por Sardes, pois passava por Filadélfia para ir a missões. Seria então uma grande liberdade dos pregadores de ir e vir, isso realmente ocorreu no século acima citado. Mesmo por isso, e pela quase obrigatoriedade da estalagem de muitos forasteiros na cidade de Filadélfia durante suas viagens, ela se tornou um grande berço de evangelismo, estes que eram evangelizados redistribuíam a Palavra, o evangelho oral por onde transcorriam.
“Tendo pouca força”, o pastor da igreja provavelmente tinha um grande caráter cristão, essa expressão citada não era para a igreja que tinha pouca força, mas ao pastor que tinha a humildade de entender que não possuía grandes dotes para levar tão grande evangelho através da porta aberta, era humilde, como o Senhor afirmou no sermão do monte “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5.3) Ser pobre de espírito é mais do que ser humilde, é ser essencialmente incapaz de se defender diante das acusações,  próprio Cristo foi exemplo disto, “como um cordeiro foi ao matadouro (...) como ovelha muda na presença de seus tosquiadores” (Is 53.7) e isso estava ocorrendo com o anjo da igreja em Filadélfia, pois mesmo sendo pressionado, mesmo sendo afligido, e seu coração estando cheio de temor, de limitação, de fraqueza, de até medo, não negou a Palavra, nem tampouco o nome de Jesus. E isso fica bem claro ao seguirmos o texto, pois fala dos da “sinagoga de Satanás”, como eu disse antes, os gnósticos eram essa sinagoga de Satanás, mas porque eles eram chamados assim? Simplesmente pelo fato de pregarem o contrário ao que o pastor da igreja em Filadélfia pregava, ou seja, negavam a deidade de Cristo, e interpretavam de forma narrativa as escrituras, dando suas próprias interpretações e muitas vezes mitificando os textos bíblicos a simples contos e fábulas, ou até mesmo mitologia. Levavam a outros crerem que Jesus não era a encarnação de Deus aqui na terra e que não tinha poder. Mas quem eram os gnósticos? Era um segmento religioso sincrético, ou seja, a mistura de uma série de religiões, mas com o berço no paganismo antigo, tanto babilônico, como egípcio, combinando elementos da astrologia, judaísmo, Kabbala  e cristianismo. Essas práticas ocultistas estavam tentando ser inseridas dentro da igreja de Filadélfia, mas o pastor da igreja resistiu a esses falsos ensinos, a principal vertente do gnosticismo é a heterodoxia, ou seja, é a interpretação contrária a todas as crenças, oriunda e embasada em “revelações” que podemos chamar de pseudorrevelações. Quer dizer, é o que chamamos de interpretação alternativa da Palavra, e não pense que isso não acontece nos dias de hoje, pelo contrário, vemos muitas igrejas enraizadas com tal doutrina de satanás, doutrina que diverge contra a Palavra e converge para a condenação eterna. Peçamos a Deus que estes reconheçam seus erros e se prostrem perante o Senhor, que o adorem e saiam de seus erros.
“Como guardaste a palavra da minha paciência”, isto mostra que o pastor da Igreja em Filadélfia guardava ardentemente a constância, perseverança, tolerando as circunstâncias e não se dobrando ao erro dos gnósticos e dos que o perseguiam, suportando os males e sofrimentos com uma mente tranquila, gentil e clemente. Mostrando e respaldando o que acabara de falar, a fraqueza, falta e/ou pouca força era a fragilidade em meio as provações, e não pecado como alguns acham e até usam esse termo para dizer “Irmão se você está fraquinho e em pecado Deus vai abrir uma porta para você!” mas isso não passa de falaciosas palavras hedonistas e antropocentristas, quer dizer, essa paciência e tolerância (resistência) as provas o fazia cada vez menor, mais humilde e limitado. Que as provas que nos abatem sejam para engrandecimento do nome do Senhor e para nosso abatimento carnal, que cresçamos em meio às provas.
“Também eu guardarei da hora da tentação”, este texto trás muitas controvérsias em sua interpretação, alguns dizem que essa tentação, mas fielmente traduzida como “esmagamento” e/ou “provação”, é tida pelos pré-tribulacionistas como uma forma do Senhor Jesus resgatar o seu povo antes da grande tribulação, mas para isso ser verdade deve haver um certo exagero em sua interpretação já que a carta era direcionada especificamente para Filadélfia, já os pós-tribulacionistas dizem que isso provavelmente aconteceu na grande perseguição imposta no século II pelo império romano contra os cristãos, onde muitos foram dispersos, mas realmente a igreja de Filadélfia não sofreu essa perseguição e perdurou até dois séculos atrás, mas para essa afirmação não existem provas factuais convincentes. Ambas interpretações carecem de respaldo para sequer chegarem a ser uma verdade bíblica.
“Eis que venho sem demora; guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa”. A história antiga grega, em seus anais, mostra que, no Peloponeso, a cada quatro anos eram comemoradas e disputadas as Olimpíadas gregas desde 776 a.C. Nesta ocasião cada vencedor recebia uma coroa de folha de louro, chamada de coroa da vitória. Esta figuração entre os esportes e o evangelho de Cristo é bem latente nos escritos de Paulo, isso era uma herança helênica tanto no meio cultural. Não diferente, o cristão que vencesse as provas dessa vida, estaria recebendo uma coroa, semelhante ao livro da vida que o nome não seria riscado (Sardes), aqui os que já eram vencedores não poderiam deixar de ser vencedores, poi ao momento que perdessem essa “competição” espiritual, outro tomaria sua coroa, ou seja, a vida eterna transformar-se-ia em morte eterna.
“Ao que vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá...” Segundo 1 Tm 3.15, a igreja é a coluna e a firmeza da verdade, e sabemos que o Senhor disse que edificaria esta coluna, e que ela jamais acabaria, pois mesmo sendo posta a prova resiste com a verdade da Palavra de Deus, as colunas sempre são a sustentação da construção, elas se caracterizam em produzir durabilidade na obra e firmeza na sustentabilidade. Sabemos que após terremotos as construções todas vão ao chão, mas que suas colunas perduram, Filadélfia sabia disso muito bem na prática, inúmeras vezes esta cidade havia sido destruída por terremotos, mas suas colunas e pilastras permaneciam intactas, por isso a utilização dessa figura de linguagem tão rica ao contexto de Filadélfia.
Após a vitória vindoura poderemos chamar junto com Jesus, Deus Pai de nosso pai, pois quando estava Jesus na terra Ele afirmou “Meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (Jo 20.17) poderemos então afirmar categoricamente que somos irmãos de Jesus e falarmos com Ele, “Estamos juntos de nosso Pai, somos irmãos e filhos de um só Deus e Pai!” Glória a Deus. Teremos a marca de Deus em nós, e a de Cristo também. Enquanto muitos terão a marca do anticristo e do Diabo durante a tribulação aqui na terra, nós teremos a marca do Senhor em Glória! Aleluia!

Professor Érick Freire


domingo, 13 de maio de 2012

PARABÉNS A TODAS AS MÃES NESTE DIA TÃO ESPECIAL



- Às Mães que apesar das canseiras, dores e trabalhos, sorriem e riem, felizes, com os filhos amados ao peito, ao colo ou em seu redor; e às que choram, doridas e inconsoláveis, a sua perda física, ou os vêem “perder-se” nos perigos inúmeros da sociedade violenta e desumana em que vivemos;
- às Mães ainda meninas, e às menos jovens, que contra ventos e marés, ultrapassando dificuldades de toda a ordem, têm a valentia de assumir uma gravidez - talvez inoportuna e indesejada – por saberem que a Vida é sempre um Bem Maior e um Dom que não se discute e, muito menos, quando se trata de um filho seu, pequeno ser frágil e indefeso que lhe foi confiado;
- às Mães que souberam sacrificar uma talvez brilhante carreira profissional, para darem prioridade à maternidade e à educação dos seus filhos e às que, quantas vezes precisamente por amor aos filhos, souberam ser firmes e educadoras, dizendo um “não” oportuno e salvador a muitos dos caprichos dos seus filhos adolescentes;
- às Mães precocemente envelhecidas, gastas e doentes, tantas vezes esquecidas de si mesmas e que hoje se sentem mais tristes e magoadas, talvez por não terem um filho que se lembre delas, de as abraçar e beijar...;
- às Mães solitárias, paradas no tempo, não visitadas, não desejadas, e hoje abandonadas num qualquer quarto, num qualquer lar, na cidade ou no campo, e que talvez não tenham hoje, nem uma pessoa amiga que lhes leia ao menos uma carta dum filho...;
- também às Mães que não tendo dado à luz fisicamente, são Mães pelo coração e pelo espírito, pela generosidade e abnegação, para tantos que por mil razões não tiveram outra Mãe...e finalmente, também às Mães queridíssimas que já partiram deste mundo e que por certo repousam já num céu merecido e conquistado a pulso e sacrifício...
A todas as Mães, a todas sem excepção, um Abraço e um Beijo cheios de simpatia e de ternura! E Parabéns, mesmo que ninguém mais vos felicite! E Obrigado, mesmo que ninguém mais vos agradeça!
 
Fonte: APFN - Associação Portuguesa de Famílias Numerosas
Trav. do Possolo, 11, 3º
1350-252 Lisboa

Obrigado, Senhor, pela mãe que você me deu ...
... Por todas as Mães do mundo
... Pelas mães brancas, de pele alvinha ...
... Pelas pardas, morenas ou bem pretinhas ...
... Pelas ricas e pelas pobrezinhas ...
... Pelas mães - titias, pelas mães-vovós, pelas madrastas -mães ,
... Pelas professoras - mães ...
... Pela mãe que embala ao colo o filho que não é seu ...
... Pela saudade querida da mãe que já partiu ...
... Pelo amor latente em todas as mulheres , que
desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida ...
... Pelo amor, maravilhoso amor que une mães e filhos ...
Eu lhe agradeço , Senhor !

Autor desconhecido

 

sábado, 12 de maio de 2012

A origem do Dia das Mães



A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.


Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra,
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
Fontes / Imagens:
· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.
· Main Street Mom
· West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999

Lição 7: Sardes, a igreja morta


INTRODUÇÃOEm sequência ao estudo das Cartas às Igrejas da Ásia Menor, refletiremos, nesta aula, a respeito da igreja de Sardes. Contextualizaremos, a princípio, a igreja, destacando sua posição no cenário histórico-geográfico. Em seguida, trataremos a respeito da sua condição espiritual, avaliada como morta pelo Senhor. Ao final, apontaremos a necessidade, não somente para aquela igreja, mas a todas na mesma situação, de um despertamento, movido pelo Espírito e direcionado pela Palavra de Deus.
1. A IGREJA DE SARDESSardes, fundada em 700 a. C., era uma cidade que vivia do seu passado, como muitas igrejas tradicionais dos dias atuais. Estava localizada a 50 milhas a leste de Éfeso e tornou-se a capital da Lídia no século VII a. C., experimentou tempos gloriosos nos tempos do rei Creso. O orgulho de Sardes foi abatido em 529, quando Crito, o rei da Pérsia, a invadiu, depois de ter cercado a cidade por treze dias. Em 218 a. C., Antíoco Epifânio dominou a cidade, justamente por causa da autoconfiança dos seus líderes. Um motivo para a igreja permanecer alerta, pois, se não procedesse assim, disse Jesus, “virei como um ladrão”, repentinamente (Ap. 3.3). A reconstrução da cidade se deu durante o período de Alexandre, o Grande, sendo dedicada à deusa Cibele, equiparada a deusa Artemis dos gregos. Para os religiosos da cidade, essa deusa era a responsável por dar a vida aos mortos. Mas Cristo revela a essa igreja que conhece as suas obras, e que se envolver com aquela divindade de nada adiantava, já “que tens nome de que vives e estás morto” (Ap. 3.1). Ao longo do tempo, Sardes se tornou um grande centro de promiscuidade sexual, assumindo uma posição de decadência. A igreja de Sardes perdeu a posição de sal da terra e luz do mundo, para ser influenciada pelos valores pagãos (Mt. 5.13-16). A fama de outrora não poderia mais sustentar a posição da igreja. De nada adianta um passado glorioso se já não estamos mais alicerçados sobre os princípios antigamente defendidos e vividos pelos nossos pais.
2. UMA IGREJA MORTAJesus se revela ao anjo da igreja de Sardes como “o que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas” (Ap. 3.1). O problema daquela igreja é que ela vivia de aparências, ela tinha “um nome”, era uma igreja, como se costuma dizer, “tradicional”, ou melhor, “clássica”. Na avaliação de Cristo, ela era um cemitério espiritual, isto é, estava morta. O “nome” respeitável que tinha não passava de fachada, os crentes que ali congregavam, do mesmo modo que acontece em algumas igrejas evangélicas brasileiras, eram apenas nominais. Isso porque já constatamos o fenômeno de crentes nominais no meio evangélico, algo bastante comum entre os católicos. Não são poucos os que são filhos de crentes, e mesmo não tendo nascido de novo (Jo. 3.3), se dizem evangélicos. Tantos outros frequentam a igreja apenas para se sentirem bem, para saírem de “bom astral”. A falta de compromisso com as verdades evangélicas está se tornando comum em muitas igrejas. O mundo acaba entrando na igreja, os cristãos de Sardes tinham medo de ser contracultura, por isso, se deixavam levar pela correnteza. O anjo da igreja, ao invés de fazer prevalecer a Palavra de Deus, se deixava controlar pela voz do povo. Para essa igreja, como em tantas hoje que se arvoram cristãs, “a voz do povo era a voz de Deus”. Tremendo engano, pois Jesus, o Senhor, é Aquele que tem as sete estrelas em sua mão direita (Ap. 1.20). Ele conhece profundamente a Sua igreja, sabe quando esta tem apenas reputação, mas lhe falta caráter. A reputação é o que os outros dizem a nosso respeito, o caráter é o que Deus sabe que realmente somos. O Senhor nosso Deus não está preocupado com a aparência das igrejas, se essas têm templos suntuosos, Seu principal cuidado é com as intenções do coração, ele, diferentemente dos homens, vê o interior (I Sm. 16.7). Paulo destaca, naquele tempo, que muitos tinham forma de bondade, mas negavam a eficácia do que defendiam (II Tm. 3.5), esses não passavam de sepulcros caiados, fariseus hipócritas que diziam uma coisa e faziam outra (Mt. 8.22; Lc. 9.60; Ef. 2.1; I Tm. 5.6 e Jo. 5.25). Tal como acontecia nos tempos de Isaias, eles louvavam a Deus com os lábios, mas seus corações estavam longe do Senhor (Is. 29.13).
3. CONCLAME AO DESPERTAMENTOEssa igreja que se encontrava morta diante de Cristo carecia de um despertamento espiritual (Ef. 5.14). Os crentes de Sardes precisavam acordar, o arrependimento era uma condição, a vigilância foi uma ordem do Senhor (Ap. 3.2). Ao invés de se fiar em sua história, fama e glória, a igreja deveria se voltar para a Palavra de Deus, isto é, ao que tinha “recebido e ouvido”. Uma igreja genuinamente evangélica não se gloria na arquitetura dos seus templos, da glória do seu passado, antes está comprometida com a pregação e o ensino da Palavra. A autoridade da igreja não está na sua influência política, muito menos no seu poderio econômico. É a ministração da Palavra de Deus que outorga autoridade à igreja de Jesus Cristo. Uma igreja sem Bíblia nada tem a dizer ao mundo, não passa de religiosidade aparente. Não podemos esquecer-nos do que ouvimos (Fp. 4.9) por intermédio de Jesus Cristo, o Apocalipse de Deus (Hb. 1.1,2), testemunhado pelos Seus apóstolos (I Jo. 1.1) e registrado nas Escrituras (II Tm. 3.16,17). Por isso, os obreiros são instados, pelo Espírito Santo, através de Paulo, a manejarem bem a palavra (II Tm. 2.15), mas a também viverem por meio dessa mesma Palavra (Tg. 1.21). Mas felizmente havia um remanescente fiel na igreja de Sardes, “algumas pessoas que não contaminaram suas vestes”, esses, apesar da hipocrisia eclesiástica, viviam em santidade, tinha um relacionamento com Deus (Ap. 3.4). Do Senhor receberam a seguinte promessa: “de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida e confessarei o seu nome diante de meu pai e diante dos seus anjos” (Ap. 3.5). 
CONCLUSÃOAs vestes brancas dizem respeito à pureza do crente no céu, já que esses foram purificados no sangue do Cordeiro (Ap. 7.14; 22.14). Eles também serão reconhecidos como cidadãos dos céus, pois seus nomes estão arrolados no livro da vida. Muitos se gloriam da fama e riqueza que conseguiram acumular, até mesmo dos milagres que realizaram, mas a maior alegria do cristão é saber que o seu nome está escrito no céu (Lc. 10.20). Na eternidade, esses receberão o testemunho do próprio Cristo, “portanto, qualquer que me confessar diante dos homens”, diz Jesus, “eu o confessarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mt. 10.32). Desperta enquanto há tempo, e que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Prof. José Roberto A. Barbosa

BIBLIOGRAFIALAWSON, S. J. As sete igrejas do Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
STOTT, J. O que Cristo pensa da
igreja. Campinas: United Press, 1999.

terça-feira, 8 de maio de 2012

CULTO DE MOCIDADE

Domingo 06 de maio 2012, O Culto de Mocidade da Assembleia de Deus em Triunfo Potiguar foi uma verdadeira “Benção”. Sendo o primeiro culto de mocidade no novo templo, O pastor Waldemar Thomaz de Medeiros ao chegar à cidade de Triunfo Potiguar RN, viu a necessidade de construir um novo templo sede, pois o que tinha era pequeno para comportar os irmãos. Apesar do templo ainda não esta concluído, os irmãos glorificam a Deus pelo novo templo. O culto foi dirigido pela liderança da mocidade que tem como presidente o Aux. Flavio Cesar e o vice-presidente o Aux. Francinildo Batista, o trabalho recebeu a visita do Aux. Ediele e do Aux. Francisco das Chagas ambos da cidade de Severiano Melo. E também contou com a presença de alguns irmãos de outras cidades vizinhas, e um bom número de jovens não crentes. Os jovens louvaram ao Senhor com fervorosos hinos de adoração; e o grupo de coreografia a presentou uma belíssima coreografia para a gloria de Deus. Logo após o Aux. Ediele foi o pregador da noite, ministrando uma poderosa mensagem da parte de Deus à igreja. A igreja adorava ao Senhor Jesus com muito entusiasmo, externando brados de louvores, línguas estranhas. Para abrilhantar mais ainda o trabalho no final do culto duas pessoas aceitaram Jesus como Salvador. O pastor concluiu o trabalho orando em gratidão pelo maravilhoso culto.
                                                Veja algumas Fotos
                             Conjunto dos Senhores Embaixadores do Rei
                             O Presidente da Mocidade O Aux: Flavio Cesar
                               Jéssica Talita e Hudson Marlon adorando ao Senhor com um louvor
                               O diácono Josimar Ribeiro
                        O grupo de coreografia a presentando uma belíssima coreografia
                                  Madson Louvando ao Senhor
                               Duas pessoas aceitaram Jesus como Salvador.
                                    veja o video da coreografia
                                    

sábado, 5 de maio de 2012

LIÇÂO 06 TIATIRA, A IGREJA TOLERANTE

INTRODUÇÃO Dentre as igrejas da Ásia Menor, uma se destaca pela tolerância ao pecado. Na aula de hoje estudaremos a respeito dessa igreja, a de Tiatira, sua contextualização histórica, sua condescendência com o pecado, e, ao final, o apelo de Cristo para que essa igreja passe a viver em santidade. Esse apelo se aplica, pela Palavra e o Espírito, às igrejas contemporâneas, a fim de que não convivam naturalmente com a prática do pecado.
1. A IGREJA DE TIATIRA Tiatira era uma cidade que tinha posição geográfica privilegiada, pois estava localizada no percurso do correio imperial. Por isso, toda a movimentação comercial entre a Europa e a Ásia passava por aquele caminho. O comércio assumia posição de destaque com a produção de lã, couro, linho, bronze, tinturaria e alfaiataria em geral. As divindades pagãs eram adoradas em meio a esse comércio. Para não perderem dinheiro, muitos cristãos faziam pactos com as agremiações comerciais, comprometendo sua espiritualidade. Alguns estudiosos acreditam que Lídia, uma das mais notáveis convertidas de Filipos, teria retornado a sua terra, Tiatira, a fim de auxiliar na formação de uma igreja naquela cidade (At. 16.14). A igreja de Tiatira é reconhecida por Cristo pelas obras, serviço, fé e paciência (Ap. 2.19). Essas são qualidades fundamentais à fé cristã, características que faltavam à igreja de Éfeso, tendo em vista que essa havia esfriado no primeiro amor, e demonstrava fidelidade, uma das fragilidades de Pérgamo, ainda que, como Esmirna, havia aprendido a perseverar diante das tribulações. O fundamento de tais virtudes, conforme expõe Paulo aos tessalonicenses, é o Senhor Jesus Cristo (I Ts. 1.3). É assim que o amor verdadeiro resulta em serviço genuíno que alimenta a esperança, mesmo em meio às tribulações. Enquanto que Éfeso estava em uma situação pior que a do início, a de Tiatira era o inverso, essa crescia em obras, de modo, conforme atesta o Senhor, suas “últimas obras são mais do que as primeiras” (Ap. 2.19). Tratava-se, portanto, de uma igreja que estava crescendo em obras, sua prática cristã estava em progressão, e não em declínio.
2. UMA IGREJA QUE TOLERA O PECADO O problema de Tiatira era a tolerância com o pecado, e Jesus, sendo Aquele que “tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente” (Ap. 2.18), não pode tolerá-lo. Ele repreende essa igreja por tolerar uma falsa profetiza que conduzia o povo a pecar tal como a Jezabel do Antigo Testamento, cujo nome significa, “puro, casta”. Jezabel foi responsável por introduzir o culto pagão a Baal entre os israelitas. Além de patrocinar o paganismo, ela ainda perseguiu os profetas de Deus. Quando Jezabel se casou com o rei Acabe, ela se encarregou de infiltrar, no culto judaico, elementos da sua religiosidade. Sob a influência da sua esposa, o rei Acabe construiu um templo a Astarte, a consorte de Baal, em Samaria e passou a sustentar 850 profetas em atividades cultuais que envolviam a imoralidade (I Rs. 16.30-32; 18.4; 19; 21.25). Essa nova Jezabel, a quem Jesus reprova em Sua carta à Tiatira, fundamenta-se no gnosticismo, um movimento filosófico-religioso que negava a matéria e incitava ao abuso do corpo, por considerar que esse seria destruído depois da morte. Essa mulher, que se dizia profetiza, ensinava e enganava os servos de Jesus, para que esses se prostituíssem e comessem dos sacrifícios da idolatria (Ap. 2.20). A igreja de Éfeso odiava as práticas dos nicolaítas e não as tolerava (Ap. 2.2,6), a de Pérgamo tinha alguns que suportavam a doutrina de Balãao e dos nicolaítas (Ap. 2.15,16), mas a de Tiatira passou a tolerá-los, isto é, a conviver normalmente com suas atitudes no seio da igreja (Ap. 2.20). Como nestes dias, muitas igrejas estão fazendo “vista grossa” em relação ao pecado, a disciplina parece ser um assunto descartado, a busca pelo politicamente e juridicamente correto está solapando a moralidade das igrejas. Os cristãos não podem mais viver em pecado, pois morreram para ele (Rm. 6.1,2), a disciplina, em amor, é saúde não apenas para a igreja, mas para o próprio disciplinado (I Co. 11.20-32; Rm. 12.15; Hb. 12.11).
3. UM APELO À SANTIDADE Jesus deu tempo para que essa Jezabel “se arrependesse da sua prostituição”, mas ela “não se arrependeu” (Ap. 2.22). Essa é uma demonstração de que Deus não tem prazer na morte do ímpio, antes espera que ele se arrependa, e seja salvo (II Pe. 3.9; I Tm. 2.4). Mas há limite, pois o juízo virá, ainda que não seja agora, mas no tempo determinado por Deus, quando Cristo colocar todos os inimigos debaixo de seus pés (I Co. 15.25), o dia da ira do Cordeiro (Ap. 6.17). A cama da promiscuidade estabelecida por Jezabel se transformará numa cama de sofrimento, de tribulação. Jesus é longânimo, dar tempo para que o pecador se arrependa, mas Ele tem poder para antecipar o julgamento, como fez com Ananias e Safira (At. 5), e ferir de morte aos filhos de Jezabel, como disciplina para que todas as igrejas saibam que Ele é Aquele que “sonda as mentes e os corações. E que dá a cada um segundo as suas obras” (Ap. 2.23). A irreverência na celebração da Ceia do Senhor levou muitos à morte (I Co. 11.17-32), pois não se pode profanar aquilo que é sagrado, o que fora santificado por Deus. O próprio corpo é templo e morada do Espírito Santo, por isso, devamos separá-lo para a glória dAquele que nele habita (I Co. 6.19,20). Felizmente, nem todos se dobraram diante da doutrina de Jezabel, alguns não tinham esse ensinamento, outros, melhor ainda, não quiseram conhecê-lo (Ap. 2.24). Adão e Eva poderiam ter desfrutado da presença de Deus, caso não quisessem se apropriar do fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal (Gn. 2.17). Nem tudo deve ser experimentado, o ensinamento da Palavra de Deus é suficiente para sabermos o que pode nos distanciar do centro da vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável (Rm. 12.1,2).
CONCLUSÃO A vontade de Deus é a nossa santificação (I Ts. 4.3), pois Deus nos escolheu para que sejamos santos (Ef. 1.4). Não podemos esquecer que os puros de coração verão a Deus (Mt. 5.8) e que sem a santificação ninguém verá ao Senhor (Hb. 12.14). Aquele que assim proceder receberá a promessa de Jesus de que julgará os ímpios e reinará com Ele (Ap. 2.26,27). Como lembrou Paulo aos coríntios, os santos julgarão o mundo (I Co. 6.2), isso se dará no futuro, quando Cristo vier reinar (Ap. 12.5; 19.15). Esses receberão também a estrela da manhã, isto é, conhecerão a Cristo, que assim se identifica em Ap. 22.16. Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Prof. José Roberto A. Barbosa
BIBLIOGRAFIA GUNTER II, D. M. Seven letters to seven churches. Kansas: Beacon Hill Press, 2011. STOTT, J. O que Cristo pensa da igreja. Campi nas: United Press, 1999.

Grupo religioso mais perseguido do mundo é o Cristão

70% da população mundial vive em um ambiente religiosamente intolerante Grupo religioso mais perseguido do mundo é o Cristão O chefe de um grupo de liberdade religiosa evangélica com sede na Califórnia afirmou, na última quinta-feira, que o cristianismo é atualmente a religião mais perseguida na terra com base em provas recolhidas. Doutor Carl Moeller disse ao The Christian Post, em um evento sobre a crescente intolerância religiosa no exterior, que os cristãos são "os mais perseguidos do mundo" quando a organização sem fins lucrativos examinou os grupos religiosos que sofrem perseguição aumentou. "Em termos de números absolutos, o grande tamanho das populações cristãs ao redor do mundo, onde são reprimidos ou restrito ... se você contar mártires, mortos, ou contar com aqueles que vivem em regimes, consideráveis populações cristãs vivem sob restrições extremas na lugares como China, Indonésia, e é claro que o Oriente Médio ", disse Moeller. Moeller citou em seu discurso do Fórum Pew sobre Religião e estudo Vida Pública, que concluiu que: cerca de 70 por cento da população mundial vive em um ambiente religiosamente intolerante e 32 por cento da população mundial experimentou um aumento na hostilidade religiosa. "Onde vemos mais notável é nas sociedades islâmicas, onde uma deturpação intencional de outras religiões é primário. É alimentado pelo analfabetismo e pobreza alguns casos", disse Moeller. Além de Moeller, outros oradores incluíram o rabino Yitzchok Adlerstein, diretor de assuntos inter-religiosos para o Centro Simon Wiesenthal, e Nina Shea, um comissário na Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional. Moeller falou sobre os problemas crescentes para os cristãos no Egito, Síria, Iraque e Nigéria. Ao falar sobre a Nigéria, que está nas notícias regularmente, com ataques a bomba por um grupo extremista islâmico chamado Boko Haram, Moeller levantou fotos de igrejas bombardeadas e empresas tomadas ao longo dos últimos meses.
Fonte: Christian Post

domingo, 29 de abril de 2012

Lição 5 – Pérgamo, A Igreja Casada Com o Mundo

"E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe". (Apocalipse 2:12-17)
A igreja de Pérgamo, hoje é chamada de Bergama, também pertencente a geografia turca, o significado do nome Pérgamo é mais conhecido como “alto” e/ou “torre”, “castelo”, mas alguns atribuem historicamente este nome ao significado “casada”, e esse significado que é especulativo e também é usado pelo autor da lição não tem base histórica contundente, na realidade alguns atribuem este “título”, porque a força do gnosticismo cristão era grande no meio da igreja, como também há relatos históricos que a igreja de lá percorria por manobras políticas, ou seja, casada com o estado ou trono de satanás (SILVA, 2011, p.38). A cidade de Pérgamo ficava a 90 Km da cidade de Esmirna. Segundo a tradição, essa cidade, foi a inventora do Pergaminho através de seu rei Eumenes II (195-158 a.C.), era considerado o papel da época, feito de pele de animais e que tinha uma maior durabilidade do que o papiro, isso facilitava a difusão das ideias, apesar de custar muito caro. O primeiro assunto importante e que merece notório destaque é a expressão do verso 12 “Espada afiada de dois gumes”, que é a imagem representativa usada na Bíblia para mostrar Deus falando através de sua Palavra, são dois gumes que dividem entre as juntas e medulas, ou seja, atinge o nosso sistema nervoso e outra que penetra no fundo ao ponto de especificar a divisão entre a alma “psique” e o espírito “pneuma”, mostrando que ambos são diferentes, um é responsável pela emoção e vontade “psique”, o outro é responsável pelo nosso intelecto, entendimento e contrição ao Divino “pneuma”. O elogio feito no verso 13, não encobre os enormes defeitos de Pérgamo, que estava cometendo uma série de pecados abomináveis a Deus, ao mesmo tempo que a maioria deles não negavam a fé, alguns estavam seguindo a doutrina de Balaão, e o que era a doutrina de Balaão? A cidade de Pérgamo era lugar de adoração ao imperador Domiciano, e isso aborrecia a Deus, porque alguns destes cristãos cultuavam a certos deuses, como também se prostituíam, e esse pecado foi semelhante aos tempos de Moisés quando o povo de Israel que não podia ser vencido em guerra porque Deus estava com eles, foi vencido em parte pela idolatria e prostituição, isso tudo como armadilha produzida por Balaão que não era um profeta verdadeiramente fiel, mas um mercadejante e mercenário, por isso, ele ensinou a Balaque (rei moabita) a oferecer as mulheres bonitas, como também prostitutas cultuais e os manjares dos deuses oriundos de sacrifício pagão, a palavra utilizada para prostituição utilizada no texto é “porneia”, que muitos de nós já ouvimos falar, principalmente numa categoria hodierna chamada de mercado cinematográfico pornô, que tem todo tipo de relações sexuais ilícitas, onde alcança várias formas de imoralidade, e essa palavra é usada pelos ensinos de Jesus para mostrar o desvio do povo a toda sorte de pecado de prostituição e traição a Deus. Pérgamo era uma cidade rica em adoração a Zeus e Esculápio (deuses gregos). Outro tipo de doutrina seguida por eles é a de nicolaítas, e esta está presente em muitas de nossas igrejas no dia-dia, e o que era a doutrina nicolaíta? Era simplesmente transformar funções eclesiásticas em cargos para oprimir o povo, dizendo que aqueles eram escolhidos e inquestionáveis, um verdadeiro clero dentro da igreja, uma hierarquia militar descabida que é abominável a Deus. Hoje não diferente, muitos brigam por tais cargos que, na sua origem eram funções, por exemplo, alguns tentam até prejudicar seus companheiros porque quer ser diácono, presbítero, pastor, bispo, apóstolo antes dos outros. Essas funções na sua origem nada tinham a ver com cargos, mas simplesmente eram responsabilidades dadas aos “separados” para tal obra, ou seja, não era porque alguém era diácono que se tornava superior e mandatário da membresia da igreja, tampouco um presbítero era o manda chuva, pelo contrário, a função do presbítero era ensinar, a do diácono servir, a do pastor era a mesma que a do presbítero e o bispo era responsável por ensinar os pastores e presbíteros, os apóstolos não eram superiores em cargo a nenhum destes, mas na realidade itinerantes na expansão desse evangelho, eram como missionários nos dias de hoje. Se formos observar a disposição de cargos na maioria das igrejas, na realidade instituições eclesiásticas, veremos uma série de abusos que aborrecem a Deus e que Ele cobrará com sua espada afiada de dois gumes, irá “guerrear” com sua Palavra, não atirando, ou esfaqueando alguém, mas simplesmente diferenciando as verdadeiras intenções do coração destes que se dizem donos da igreja do Senhor. Esse tipo de formação clerical condenada por Deus é mais observada na igreja católica, pois é mais gritante, não obstante sabemos que a formação desse clero se deu nessa época com os nicolaítas, mas só ganhou forças quando o cristianismo foi politizado e misturou-se ao estado podre romano. Mas, isso não tira a responsabilidade de muitas igrejas de “crentes”, “evangélicos” e/ou “protestantes”. O Senhor finaliza fazendo uma grande e linda promessa, primeiro comer do maná escondido, em detrimento a isso os gnósticos ofereciam uma série de vantagens, através dos prazeres mundanos, e do hedonismo que, era a pura prática do prazer pelo prazer, servir-se de tudo como quisesse, sendo que o prazer deveria estar acima de tudo. Mas o Senhor os oferecia o maná escondido, espiritual, superior a tudo o quanto eles haviam comido até hoje, também ofereceu uma pedra branca, e a interpretação dessa pedra branca tem cinco tipos de interpretação (a) para quem era absolvido de crime (b) para quem deixou de ser escravo (c) como sinal de amizade (d) dada ao vencedor de corridas (e) dada ao guerreiro vencedor de batalhas. Mesmo que alguma esteja errada, mas todas se encaixam perfeitamente bem na promessa de Cristo, porque se por um lado se fala em absolvição ou soltura alfórrica, como somos absolvidos e libertos do pecado quando vencemos este, também nos tornamos vencedores de batalhas e a corrida da fé, como também ganhamos um grande amigo que é o nosso Senhor. Por último, ganharemos um novo nome, qual será o nosso nome? Só Yaweh (Jeová) sabe, mas que deverá ser um nome sublime, perfeito e com um rico significado espiritual, transcendente e superior a qualquer nome terrenal. Glória a Deus!
Professor Érick Freire

sexta-feira, 27 de abril de 2012

O Crente e a Universidade (Parte 4)

Pr. Walfredo Soares
Pelos dados e as evidências que presenciamos constantemente, com as mudanças que estão ocorrendo de maneira tão rápida, com a evoluçao da ciência e tecnologia avançando cada vez mais e o conhecimento sendo explorado ao que parece como nunca visto, nunca se fez tão necessário como no mundo comtemporâneo que estamos vivendo, o crente buscar tanto o conhecimento, para que não se atrase e nem pare no tempo. O conhecimento sempre foi algo necessário a ser buscado e utilizado pelo homem, pois é através do mesmo que atingimos os nossos objetivos, sobretudo quando aplicamos o nosso tempo, para feitos e descobetas que sirva para o nosso bem e do nosso próximo. O mesmo quando buscado e utilizado para o bem, é algo que o cristão não deve negligenciar à sua busca, pois um crente pelo comum nunca se desvia ao buscá-lo. Através da Bíblia Sagrada - A Inerrante Palavra de Deus, somos exortados a buscar o conhecimento, pois assim Ele nos diz por intermédio do profeta Oséias: ''Conheçamos e prossigamos em conhecer o SENHOR.'' (Oséias 6.3a). Isto significa que o conhecimento é algo pelo qual devemos ter interesse, sobretudo em se tratando do de Deus, que é a fonte de todo conhecimento, pois embora devamos buscar toda espécie de conhecimento desde que seja para edificação, mas ao conhecimento de Deus deve-se dar prioridade. Ainda Encontramos Deus falando por intermédio do profeta Oséias, que o seu povo havia sido destruido por falta de conhecimento, conforme está escrito: ''O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento.'' (idem 4.6a). Esta palavra serve exatamente para nós nos dias atuais, pois quantos são os crentes que por falta de conhecimento da Palavra de Deus, estão se embaraçando com tantas coisas deste mundo, e as vezes até mesmo com falsas doutrinas que sem fundamento bíblico, mas têm servido lamentavelmente para a destruição de muitos irmãos, que em busca de inovações deixam-se levar por aparências, mas que na verdade não têm nada de Deus. Mas isto ocorre por falta de um base sólida, de maturidade, e de um conhecimento apurado, que se permita o discernimento, entre o certo e o errado, entre o que é de Deus, e o que não é. Portanto busquemos o conhecimento para discernirmos o certo do errado e para não sermos destruídos. O crente ao adentrar numa Universidade, deve antes estar fundamentado em Deus e na Sua Palavra, para que não sofra e nem passe por decepções, quanto a sua fé que professa, pois o natural é que não existe no meio acadêmico um espírito conciliador, o que existe lá dentro é um verdadeiro confronto de idéias e pensamentos, que por sua vez, proporcionará aos mais fortes o respeito e a admiração, pela postura e firmeza dos que sabem como se conduzir e comportar diante dos confrontos e idéias diferentes.
_____ Pastor Walfredo Soares de Lima é lider da Assembléia de Deus em Itaú/RN, e licenciado em Filosofia pela UERN.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dicas para iniciantes em Filosofia

1) Habitue-se a ler os textos filosóficos como quem dialoga. Fazendo perguntas, concordando ou discordando. Converse mentalmente com o autor, entenda o que ele realmente quer dizer, faça perguntas, veja se o texto as responde. Concorde ou discorde, encontre outros argumentos para colaborar com a visão do autor ou para desmenti-lo.
2) Num texto filosófico, é importante ter clareza dos conceitos trabalhados. Alguns filósofos criam significados diferentes para termos que costumamos usar em outro sentido. Preste bastante atenção ao texto, verifique se os conceitos usados estão definidos no próprio texto. Sempre que um conceito não estiver claro, leia novamente, interrogue o autor através do que ele escreveu. Faça como Sócrates, pergunte: "o que é liberdade?" (se o texto fala desse assunto), "o que é intuição?" (quando um autor usa esse termo). Se preciso, consulte um dicionário de filosofia.
3) Sempre que as ideias (principalmente as conclusões) de um autor parecerem estranhas ou insustentáveis, procure acompanhar todo o raciocínio que o levou a fazer as afirmações que fez. Faça o exercício de se colocar no lugar daquele pensador e refaça o caminho da sua argumentação. Lembre-se que entender não significa concordar. Se por acaso as conclusões que o filósofo propôs são explicáveis, mas mesmo assim inaceitáveis, procure pensar em argumentos que justifiquem uma posição contrária. A filosofia nasceu e sobrevive até hoje do livre debate de ideias.
4) Observe notícias veiculadas pelos meios de comunicação social. Pergunte-se pelo objetivo daquela notícia, se o que é informado poderia ter outra versão. Pense em alternativas à mera aceitação do que é veiculado. Filosofia requer espírito crítico
5) Habitue-se também a ler tirinhas, charges, poesias, letras de música. Procure observar obras de arte com atenção. O que esses "textos" nos dizem? Os temas são interessantes? São pertinentes? Qual o posicionamento do autor? É possível pensar em alternativas? Quais? A arte pode abordar questões filosóficas complexas de modo descontraído e despretensioso. A análise dessas obras ajuda a educar nosso olhar e a aguçar a mente.
6) "Perca" um pouco de tempo estudando lógica, esta disciplina é uma ferramenta poderosa para análise de argumentos válidos e descoberta de falácias, ou seja, argumentos inválidos ou ruins. Se falamos que em filosofia é importante argumentar bem, contra-argumentar, discutir, avaliar, então estamos falando de um uso lógico do pensamento e de uma organização lógica das ideias. Qual o critério para distiguir bons e maus argumentos? Seguramente é a lógica e o bom senso.
7) Esteja disposto(a) a rever seus posicionamentos sempre que houver boas razões para isso. Se o conhecimento filosófico não fosse passível de crítica, os pensadores não seriam mais que repetidores dos antepassados. Todos temos (pre)conceitos, e eles são necessários, pois nenhum conhecimento surge do nada. Mas somente quando confrontamos nossos (pre)conceitos com conceitos alternativos, mais razoáveis, é que podemos nos certificar de que nossa postura é realmente boa. Ou não. O bom filósofo é humilde o suficiente para rever pontos de vista que se revelaram contraditórios, insuficientes ou ingênuos.
Autor: Tiago Luís

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Lição 4: Esmirna, a igreja confessante e mártir

INTRODUÇÃO Um dos principais desafios da igreja, em meio à secularização, é confessar Cristo como Senhor. Por causa disso, algumas vezes, um preço alto precisa ser pago, o de enfrentar duras perseguições. Na lição de hoje estudaremos a carta que Cristo endereçou à Igreja de Esmirna, veremos que, tal como aquela, devemos, nos dias atuais, ser fiéis à Palavra de Deus, ainda que sejamos perseguidos. 1. A IGREJA DE ESMIRNA Esmirna significa myrh, fragrância usada para se fabricar perfume, sua casca exalava uma suave fragrância, como essa igreja, que tinha o cheiro de Cristo (II Co. 1.15-17). Esmirna ficava a aproximadamente cinquenta e cinco quilômetros ao norte de Éfeso e era um ponto marítimo próspero. Ela disputava com Éfeso o status de ser a principal cidade da Ásia. Esmirna esteve ao lado de Roma antes mesmo desta se tornar um império mundial. Nessa cidade o imperador era cultuado, e, devido ao seu prestígio político, obteve a honra de erigir um templo ao imperador Tibério em 26 d. C. Em 155. d. C., Policarpo, o bispo de Esmirna, foi sacrificado, em um complô entre os judeus e os romanos, que lhe pediram a vida. Antes do seu martírio, confessou sua fé em Cristo com a célebre frase: “Tenho servido ao Senhor Jesus por 86 anos. Ele tem sido fiel a mim. Como posso ser infiel a Ele, e blasfemar contra o nome de meu Salvador?”. Não existem informações a respeito de como a igreja foi fundada naquela cidade, supõe-se que essa tenha sido plantada como resultado dos trabalhos missionários de Paulo na região (At. 19.10). A palavra-chave extraída da carta de Cristo à igreja de Esmirna é sofrimento, tendo em vista que essa, diferentemente de Éfeso, demonstrou seu amor por Cristo, mesmo em meio à tribulação. Como Pedro e João, eles se regozijavam em “de terem sido julgados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus” (At. 5.41), ciente da bem-aventurança de padecer por amor a Cristo (Mt. 5.11). 2. UMA IGREJA MÁRTIR Para a Igreja de Esmirna, que estava sofrendo perseguição, Jesus se apresenta como o que foi morto, e reviveu (Ap. 2.8). A essa igreja não é direcionada qualquer repreensão, antes palavras de encorajamento. Ele conheçe as suas obras, tribulação e pobreza, principalmente a riqueza espiritual. Jesus se identifica com a igreja que sofre, pois ele mesmo sabe, por experiência – inferimos pelo verbo oida – conheço em grego. Ele sabe da tribulação que a igreja passa, não apenas intelectivamente, mas experiencialmente. A relação política de Esmirna com Roma ensejou dura perseguição contra os cristãos daquela cidade. Aquela era uma igreja atribulada pelo poderio de césar. Essa perseguição política resultava em pobreza, o que geralmente costuma acontecer (Ap. 2.9). A política é algo sério porque implica diretamente na vida das pessoas, posicionamentos governamentais podem favorecer o aumento da pobreza. Em oposição à famigerada teologia da prosperidade, ou melhor, da ganância, Cristo afirma que, mesmo sendo pobres, os crentes de Esmirna eram ricos. A pobreza não é uma maldição, Jesus declara que os pobres são bem-aventurados (Lc. 6.20) e Tiago assegura que Deus escolheu os pobres deste mundo para serem os ricos na fé (Tg. 2.5). Havia uma nítida perseguição religiosa, por parte daqueles que “se dizem judeus e não o são, mas são a sinagoga de Satanás” (Ap. 2.9). Desde o princípio os cristãos sofreram perseguição por parte dos religiosos judeus, Estevão, o primeiro mártir da igreja, fora apedrejado em Jerusalém (At. 7). Os judeus perseguiram Paulo em Antioquia da Psídia (At. 13.50), em Icônio (At. 14.2,5), em Listra (At. 14.19) e em Corinto (At. 18.6). 3. UM CHAMADO À FIDELIDADE Jesus não prometeu o fim da perseguição, antes encorajou a igreja para que se mantivesse fiel: “nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, e terei uma tribulação de dez dias” (Ap. 2.10). Não sabemos se esses dez dias foram literais, mas devam ter sido difíceis, tendo em vista a força do poderio romano que estava a serviço do diabo. A luta da igreja não é contra a carne e o sangue, isto é, contra pessoas, mas contra os principados, potestades, príncipes das trevas e hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais (Ef. 6.11,12). Existem muitos crentes, nos dias atuais, que estão com medo da perseguição. Mas não devemos temê-la, pior que a perseguição é o esfriamento no qual muitas igrejas se encontram. A perseguição não desvia o cristão, antes purifica a igreja, levando-a a confessar, com ousadia, sua fé em Cristo. Alguns dos crentes de Esmirna estavam assustados, e até amedrontados, pois eram pessoas comuns, por isso as palavras de Jesus “nada temas” e “sê fiel até a morte”. A promessa do Senhor é que aqueles que fossem fiéis, mesmo que tivessem que passar pela morte, receberiam a “coroa da vida”. A primeira morte não deveria ser motivo de pavor para os crentes, já que, como diz a letra de um antigo hino, “não se pode matar um crente”. Não devemos temer aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma, antes temamos Aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma quanto o corpo (Mt. 10.28). Ser evangélico nominal é fácil, difícil mesmo é ser discípulo de Cristo, o que acarretará em perseguição (II Tm. 3.12). Quem quiser ir após o Senhor deve negar a si mesmo, tomar a cruz do discipulado, até a morte, como aconteceu com Dietrich Bonhoeffer, enforcado no campo de concentração na Alemanha, em 1945, por confessar sua fidelidade a Cristo. CONCLUSÃO Cristo é o Senhor da Vida, por isso, a morte foi vencido através da Sua ressurreição. Se nos mantivermos fiéis, na vida ou na morte, não sofreremos a segunda morte. Aqueles que não fraquejarem receberão dEle as seguintes palavras: “Vinde, benditos de meu Pai. Possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt. 25.34). Sejamos, pois, fiéis, em todas as circunstâncias, e, que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. BIBLIOGRAFIA LOPES, H. D. Ouça o que o Espírito diz às igrejas. São Paulo: Hagnos, 2010. STOTT, J. O que Cristo pensa da igreja. Campinas: United Press, 1999. José Roberto A. Barbosa

sábado, 14 de abril de 2012

LIÇÃO 3: ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO

INTRODUÇÃO Nesta lição estudaremos sobre a igrejade Éfeso,quetinha fidelidade na doutrina, pureza teológica, doutrinariamente sólida, forte e ativa, ainda que seu amor estivesse esfriado. Analisaremos informações como sua localização, fundação e líderes.Veremos ainda que esta igreja foi chamada a lembrar-se, arrepender-se, e voltar-se à prática das primeiras obras (Ap 2.5). I - CONTEXTO HISTÓRICO – GEOGRÁFICO 1.1 Localização. O nome Éfeso significa “Desejável”. A cidade encontra-se no pequeno continente da Ásia Menor. Esta era a capital da província romana da Ásia. Com Antioquia da Síria e Alexandria no Egito, formavam o grupo das três maiores cidades do litoral leste do Mar Mediterrâneo. O templo da Diana dos efésios (At 19.28) foi considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Éfeso era conhecida, também, como o foco de adoração da deusa da fertilidade, Ártemis ou Diana (At 19.27). Historiadores calculam a população da cidade de Éfeso no primeiro século entre 250 e 500 mil habitantes. 1.2 Fundação da igreja. A igreja de Éfeso foi fundada por Paulo e, provavelmente, por Áquila e Priscila, por volta do ano 52 d.C. (At 18:18-28). “A mensagem de Paulo atingiu o coração de tudo o que aquele povo considerava mais precioso” (At 19.26). Paulo levou o Evangelho a esta cidade durante a sua segunda viagem missionária (At 18.19), e ensinou a Palavra de Deus ali, durante três anos (At 20.31). “Assim, a Palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (At 19.20). Pelo menos duas vezes Paulo esteve nessa cidade (At 18.19 e 19.1). Em sua terceira viagem por aquela região, ele não chegou até lá, mas, estando em Mileto, “mandou a Éfeso chamar os anciãos da Igreja” (At 20.17). Durante a sua primeira prisão em Roma, Paulo escreveu a carta aos efésios, agradecendo a Deus o profundo amor que havia na igreja. 1.3 Liderança.Essa igreja recebeu duas cartas: uma de Paulo, a Epístola aos efésios (Ef 1.1-5), e outra de Cristo (Ap. 2.1-7). A primeira em 64 d. C., a segunda em 96 d. C.(SILVA, 1996, p. 29). “Na igreja de Éfeso […] estabelecida por Paulo e pastoreada por João (segundo a tradição cristã dos primeiros séculos), foi assistida por dois outros excelentes obreiros: Timóteo e Tíquico […] Éfeso era a igreja teológica por excelência” (ANDRADE, 2012, p.15 grifo nosso). A igreja de Éfeso era afortunada por ter tido o ministério de Paulo. A igreja tinha muitos inimigos, alguns ferozes como animais selvagens (1Co 15.32), e isso explica ainda mais a proximidade de Paulo com a congregação. Ser crente em Éfeso não era popular. Muitos crentes estavam sendo perseguidos e até mortos por não se dobrarem diante de César. Outros estavam sendo perseguidos por não adorar a idolatrada Diana dos Efésios. II – CARACTERÍSTICAS DA IGREJA DE ÉFESO A igreja de Éfeso, “Além de viver nas regiões celestiais, possuía um ministério completo” (ANDRADE, 2012, p.18). O NT diz que Paulo esteve em Éfeso, levando consigo Priscila e Áquila; e deixou-os ali (At 18.19); retornou mais tarde e desta vez permaneceu dedicado à pregação do Evangelho onde pregou a palavra de Deus por três anos (Atos 19:10; 20:31). “porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (At 20.27). Pelo teor e conteúdo da Epístola de Paulo aos Efésios, observa-se que aquela igreja era muito espiritual.“[...] Dessa maneira, todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra sobre o Senhor Jesus, assim judeus como gregos " (At 19.10). Éfeso chegou mesmo a tornar-se o centro do mundo cristão.Vejamos o que encontramos nesta distinta igreja: 2.1 Uma igreja poderosa no combate aos falsos líderes (Ap 2.2-b). “[...] os que dizem ser apóstolos e o não são [...]”.Está em foco neste versículo, os chefes Gnósticos, que tinham arrogado para si o título de apóstolos de Cristo. Paulo diz que tais “[...] falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” (2Co 11.13-b). Paulo os chamou de “[...] lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho” (At 20.29-a). A igreja de Éfeso não suportava os tais gnósticos, e, por isso, foi louvada pelo Senhor: “puseste à prova”. Esta expressão é o equivale no grego a “reprovaste-os”. Paulo já havia avisado os presbíteros dessa igreja sobre os lobos que penetrariam no meio do rebanho (At 20:29-30). A igreja de Éfeso tinha discernimento espiritual e tornou-se intolerante com a heresia e com o pecado moral. 2.2 Uma igreja poderosa na paciência e no trabalho (Ap 2.3-a). “...tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome”.É evidente que os que tem esperança, esperam. E, “os que esperam no Senhor renovarão as suas forças...” (Is 40.29, 31; Sl 89.19). A inatividade na vida espiritual é condenada por Deus. No livro de Provérbios fala-se do “preguiçoso” cerca de 17 vezes (Pv 21.25; 26.13). A igreja de Éfeso era conhecida pelas obras: perseverava no trabalho; não cansava no serviço de Cristo. Note como se repete a palavra “paciência”; eram perseverantes no lidar (v. 2 ), e perseverantes no sofrer (v. 3). 2.3 Uma igreja poderosa nas Escrituras, mas atrofiada na prática do amor (Ap 2.4). “...deixaste a tua primeira caridade”. A presente expressão não significa “declínio da fé” como alguns pensam, mas, antes, sugere um esfriamento no amor (Mt 24.12). Paulo chegou até a convidá-los a participarem da “...largura, e a altura e a profundidade” do amor de Deus, […] que excede todo o entendimento” (Ef 3.18-19). O desaparecimento gradual do amor fraternal no coração do salvo (Mt 24.12), tem como resultado, o abandono da “primeira caridade”. Pedro disse aos seus leitores: “...sobretudo, tende ardente caridade...” (1Pd 4.8). Se o cristão não tem amor, a vida espiritual também não tem sentido (1Co 13.3-4). 2.4Uma igreja poderosa no combate as heresias (Ap 2.6). “[...] Tens, porém, isto: que aborreces as obras dos nicolaítas [...]” Os nicolaítas pregavam um evangelho sem exigências, liberal e sem proibições. Eles queriam gozar o melhor da igreja e o melhor do mundo. Eles incentivavam os crentes a comer comidas sacrificadas aos ídolos, ensinavam que o sexo antes e fora do casamento não era pecado e acabavam estimulando a imoralidade. Mas, a igreja de Éfeso não tolerou as obras dos Nicolaítas. III – LIÇÕES APRENDIDAS DA IGREJA DE ÉFESO O problema dos cristãos da cidade de Éfeso não foi uma questão de doutrina incorreta, mas, como vimos, de falta do primeiro amor (alegria da salvação, desejo de orar, de jejuar, de ler a Palavra, de louvar etc. Sl 51.12; 116.1). Eles abandonaram o seu primeiro amor e não lembravam dos grandes mandamentos que formam a base para todos os ensinamentos de Deus (Mt 22:37-40). Analisemos algumas lições da igreja de Éfeso: 3.1 Voltar ao primeiro amor. “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor”(Ap 2.4). O primeiro amor, é Cristo ter primazia em tudo em nossa vida. Paulo instruiu os efésios sobre a importância do amor como alicerce da vida do cristão (Ef 3:17; 4:2,16: 5:2; 6:23). Não devemos distorcer esta advertência para criar um conflito entre o amor e a verdade. Podemos defender a verdade, como os efésios fizeram e, ao mesmo tempo, praticar o amor. Foi exatamente isso que Paulo pediu aos efésios:“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:15). 3.2.Lembrar de onde caiu. “Lembra-te, pois, de onde caíste” (Ap 2.5 -a). É do ponto onde caímos que Cristo nos espera. Para os efésios se arrependerem, teriam que lembrar da comunhão com Deus que deixaram para trás. O Filho pródigo não só se lembrou da Casa do Pai, mas voltou para lá. Lembrança sem arrependimento é remorso. Essa foi a diferença entre Pedro e Judas. Arrepender é mudar a mente, é mudar a direção, é voltar-se para Deus. É deixar o pecado. É romper com o que está entristecendo o Noivo. Uma vez que caímos, é necessário desenvolver novamente o amor para com Ele. 3.3 Arrepender-se. “Arrepende-te” (Ap 2.5 -b). Arrependimento não é emoção, é decisão. É atitude. Não precisa existir choro, basta decisão. O arrependimento é a mudança de atitude. Quando decidimos deixar o pecado e fazer a vontade de Deus, nós nos arrependemos. O pecador precisa se arrepender para obter perdão dos pecados (At 2:38). O cristão que tropeça precisa se arrepender (At 8:22). Aqui, uma igreja cujo amor esfriou-se precisou se arrepender. 3.4 Voltar as primeiras obras. “Volta à prática das primeiras obras” (Ap 2.5 -c). A mudança de atitude (o arrependimento) produzirá frutos (Mt 3:8). Pelas obras, a pessoa arrependida mostrará a sinceridade da sua decisão. A igreja em Éfeso precisava voltar à prática do amor. Não basta saber que é preciso arrepender-se. Precisamos perguntar: Para onde precisamos retornar? Para o ponto do qual nos desviamos. Retornar para um lugar qualquer só nos levaria para outros descaminhos. 3.5 Ouvir a voz do Espírito Santo. “Quem tem ouvidos, ouça”(Ap 2.7-a): Frequentemente, Jesus chama os ouvintes a ouvirem a sua mensagem (Mt 11:5; 13:9,43). O problema de um coração teimoso se reflete nos ouvidos tapados que recusam ouvir a verdade (Mt 13:15). Os efésios provaram àqueles que falavam, agora eles seriam provados pela maneira de ouvirem. 3.6 Perseverar para salvação. “Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida [...]”(Ap 2.7-c): A recompensa aguarda os vencedores que perseveram no amor e na verdade. Aqueles que desistem, abandonando para sempre o seu amor, não receberão o galardão. Aqueles que andam com Deus têm a esperança da vida no paraíso do Senhor. CONCLUSÃO Como pudemos ver, o Senhor Jesus mencionou diversas qualidades da igreja de Éfeso, mas, nem por isso deixou de mencionar o esfriamento do amor. Significa dizer que apesar de qualquer esforço, e de toda sinceridade, será gravíssimo o nosso estado espiritual se nos faltar o amor. Como disse o apóstolo Paulo: “...ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria... Ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Co 13.3-4). REFERÊNCIAS ANDRADE, Claudionor de.Os sete castiçais de ouro.CPAD. __________, Claudionor de.Dicionário Teológico. CPAD. SILVA, Severino Pedro da. Apocalipse versículo por versículo. CPAD STAMPS, Donald C. Biblia de Estudo Pentecostal. CPAD. VINE, W.E, et al. Dicionário Vine. CPAD. COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PROF. PAULO AVELINO  Fonte: PortalEBD

domingo, 8 de abril de 2012

Lição 2: A visão do Cristo glorificado

INTRODUÇÃO Em continuidade à contextualização das Cartas às Sete Igrejas do Apocalipse, destacaremos, na aula de hoje, a visão dada a João, do Cristo Glorificado. A princípio, ressaltaremos a figura do Revelador, que é o próprio Cristo, em seguida, as características da Sua glorificação. E por fim, a reação de João, que deva ser a de todos nós, diante do Cristo Glorificado. 1. CRISTO, O REVELADOR GLORIFICADO João recebeu de Cristo a ordem para que enviasse às sete igrejas da Ásia menor as visões que lhes seriam reveladas (Ap. 1.9). O Apóstolo Amado estava em espírito, no Dia do Senhor (Ap. 1.10), ao que tudo indica, um dia de domingo, já que esse era o dia em que os primeiros cristãos se reuniam (At. 20.7; I Co. 16.2). “Em espírito” aponta para uma experiência sobrenatural, talvez semelhante ao arrebatamento experimentado por Paulo, registrado em II Co. 12.2. João teve, então, sua primeira visão, sete candeeiros de ouro, que representavam a igreja, tendo em vista que essa é a luz do mundo (Mt. 5.14). No meio dos candeeiros de fogo João viu um semelhante a filho de homem, certamente o mesmo que fora visto por Daniel (Dn. 7.13), a Sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve, representando Sua santidade e divindade. Os olhos de fogo revelam Sua vitória sobre os inimigos (Ap. 19.12). Seus pés semelhantes ao bronze polido, como refinado numa fornalha destacam Sua força e poderio, pois Ele tinha na mão direita sete estrelas. Sendo Ele a Palavra, sai, da Sua boca, uma afiada espada de dois gumes. A Palavra de Deus que é a espada do Espírito (Ef. 6.17), espada afiada, capaz de discernir as intenções do coração humano (Hb. 4.12). Ele, como aconteceu no princípio, cria uma nova realidade a partir da Sua palavra, como Deus, que, ao falar, a tudo fez (Gn. 1.3). 2. CARACTERÍSTICAS DA GLORIFICAÇÃO DE CRISTO Essa é uma visão extraordinária, que chamou a atenção de João, inicialmente por Sua supremacia. Jesus é a maior autoridade em meio às igrejas, pois foi Ele quem derramou sangue para resgatá-la (Ap. 1.18,19). Os interesses humanos, inclusive os da liderança cristã, devem submeter-se à voz dAquele que é o Cabeça da Igreja (Ef. 1.22; 5.23; Cl. 1.18). Suas vestes caracterizam a soberania, pois as vestes compridas e o cinto de ouro era uma marca daqueles que tinham autoridade. Após a ressurreição Jesus declarou que todo o poder havia sido lhe dado no céu e na terra (Mt. 28.18). Ele é o Santo, pois não conheceu pecado (Hb. 4.15), o Justo (At. 3.14), o Santo de Deus (Lc. 4.34), nEle não há pecado (I Jo. 3.5). Seu olhar, como chamas de fogo, aludem à capacidade de ver todas as coisas, que se tornam patentes aos Seus olhos (Hb. 4.13). Ele conhece os pensamentos humanos, e os perscruta (Lc. 6.8), bem como os corações (Jo. 2.25), por isso pode se dirigir às igrejas dizendo que as conhece (Ap. 2.2,9,13,19,3.1,8,15). Cristo é graça e amor, mas as igrejas não podem esquecer que Ele, é Fogo Consumidor, que julga o Seu povo através do fogo (I Co. 3.13-15). Por isso aponta os erros das igrejas (Ap. 2.4,14,15,20; 3.1; 3.15, 16). Essas são as características do Cristo Glorificado, que, após a Sua morte e ressurreição, subiu à destra do Pai, recebendo a glória que lhe pertencia antes da fundação do mundo (Jo. 17.5). 3. ADORAÇÃO DIANTE DO CRISTO GLORIFICADO Diante do Cristo Glorificado, a igreja somente pode prostrar-se e, em submissão, adorar Aquele que é o Primeiro e o Último, que foi morto, mas que está vivo para todo o sempre, o Amém, que tem a chave da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Por isso, João, ao ver o Cristo Glorificado, cai aos seus pés, como morto. Desde a Antiga Aliança, ninguém podia ver a face de Deus (Ex. 33.20), as manifestações divinas provocavam assombro (Ez. 1.28-29; 3.22,23; 44.4). Isaias, no seu chamado para ser profeta, sentiu a miserabilidade do seu pecado, e clamou por perdão (Is. 6.1-5). Saulo, o perseguidor da igreja, não conseguiu ficar de pé diante da revelação e da voz que o impactou no caminho de Damasco (At. 9.3-5). Diante das grandezas das revelações de Cristo, devemos nos humilhar em reconhecimento a Sua potente mão (I Pe. 5.5,6). Muitas igrejas estão perdendo o temor pelo Senhor, não percebem que esse é o princípio da sabedoria espiritual (Pv. 1.7; 9.10; Ec. 12.13). Precisamos atentar para o exemplo de Jó, homem fiel a Deus, que O temia, por isso, se desviava do mal (Jó. 1.8). Quando tememos a Deus a ninguém mais temeremos (Mt. 10.28), pois Ele está no controle de todas as coisas, inclusive da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Isso porque a morte e o inferno não foram capazes de detê-LO. Ele é o Deus Vivo, o mesmo ontem e hoje e eternamente (Hb. 13.8) CONCLUSÃO A visão do Cristo Glorificado proporcionou a João a compreensão espiritual dos mistérios de Deus. Podemos ter o entendimento de tais revelações através das páginas da Escritura, no registro bíblico de que as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, as sete igrejas (Ap. 1.20). Diante de tais verdades, mantenhamo-nos, humildes, pois a Palavra é revelada aos pequeninos (Mt. 11.25), não aos orgulhosos (I Co. 3.1-3). Imbuídos dessa sensibilidade, permaneçamos com os ouvidos espirituais atentos para ouvir o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 3.6). BIBLIOGRAFIA LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980. LAWSON, S. L. As sete igrejas do Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010. Prof. José Roberto A. Barbosa