sábado, 11 de agosto de 2012

LIÇÃO 7- A DIVISÃO ESPIRITUAL NO LAR


12 de Agosto de 2012
Texto Áureo
“Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra” (1 Pe 3.1).

Verdade Prática
Ganhe o seu cônjuge para Cristo, através do seu bom testemunho.

Leitura Bíblica em Classe
1 Coríntios 7.12-16
12 - Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.
13 - E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe.
14 – porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher é descrente santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas agora, são, santos.  
15 - Mas, se o descrente se apartar, aparta-se; porque neste caso o irmão ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz.
16 - Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?




Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Explicar como deve ser o procedimento do crente quando um dos cônjuges não é crente.
  • Conscientizar-se de que quando um dos cônjuges não é crente é preciso agir com muita sabedoria.
  • Compreender o valor da evangelização no lar.


Palavra Chave
Descrente: Na lição é aquele (a) que ainda não se converteu a Jesus Cristo.
Introdução
Com esta lição damos início ao terceiro bloco deste trimestre, que tratará dos “dramas familiares”, as aflições decorrentes da vida em família. O primeiro destes “dramas familiares” é a divisão espiritual no lar. A família é o primeiro grupo social a que uma pessoa pertence, grupo este que procura suprir as necessidades sentimentais, afetivas e emocionais básicas para o desenvolvimento humano. O casamento não foi estabelecido por uma lei humana, nem inventado por alguma civilização. Ele antecede toda a cultura, tradição, povo ou nação. É uma instituição divina (Gn 1.27-31; Mc 10.6-9).  Nosso texto da leitura bíblica em classe trata do casamento entre um crente e um descrente. Esta é uma daquelas circunstâncias especiais sobre as quais Jesus não deixara instruções diretas; Se um dos cônjuges converte-se a Cristo, mas não o outro, deveria o casamento ser dissolvido, especialmente se o cônjuge descrente não aceitar essa nova situação? Então Paulo passa a responder com sua autoridade apostólica: afirma ele que os casamentos em que um dos cônjuges venha a aceitar a fé cristã são válidos e devem permanecer intactos. Qualquer separação deve ser iniciada pelo cônjuge descrente. Tenha toda uma excelente à proveitosa aula!
I. CONVIVENDO COM O CÔNJUGE NÃO CRENTE

1. A convivência com o cônjuge descrente. Deus cria o homem não como um ser solitário, porém duas pessoas, ainda que estes dois venham tornar-se uma só carne (Gn 2.24). Esse texto é esclarecedor quanto o papel social do casamento: uma adjutora indica que a força de Adão para tudo o que ele foi chamado a ser e fazer era inadequada em si mesma. Como diante dele denota complementaridade. O auxílio necessário é para o labor diário, procriação e apoio através do companheirismo. Não se vê nas escrituras a idéia de uma separação familiar; não faz parte do plano divino que o casal se divorcie (Mt 5.31,32; 19.3-9; Mc 10.2-12). Os fariseus, na época do ministério terreno de Jesus, interpretavam os ensinamentos de Moisés sobre o divórcio em Deuteronômio 24.1 como significando que um homem poderia divorciar-se de sua mulher mediante qualquer suposto motivo. Jesus então, se opõe a esse abuso e afirma que o divórcio deve ser admitido apenas sob o aspecto da prostituição, ou seja, qualquer desvio dos padrões bíblicos claramente definidos para a atividade sexual – homossexualismo, adultério, fornicação e prostituição). Cristo não se prendeu para os possíveis detalhes do casamento. Seu conselho é para que se siga o modelo original da criação de Deus. Já o apóstolo Paulo observa os detalhes que ocorrem no casamento, tais como os estresses e fracasso humano, adota a possibilidade do divórcio, contudo, sob um regulamento rígido – nada de adultério, significando que, provavelmente, não deva haver um novo casamento nesse caso, exceto com aquele de quem ela/ele se divorciou antes (se, porém, se apartar, que fique sem casar ou se reconcilie com o marido; 1Co 7.11). Quanto a convivência marital onde um dos cônjuges é descrente, Pedro aconselha que, embora suas palavras sejam a chave do sucesso para se ganhar o cônjuge para Cristo, o cônjuge fiel o deve fazer pelo seu espírito dedicado e devoto a Cristo.
2. Santificando o cônjuge. A Bíblia afirma que o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente (1 Co 7.14). O termo santificar significa "separar" ou "colocar à parte". O sentido mais comum da palavra no Novo Testamento é aquele que descreve um processo espiritual no qual somos separados do mundo e justificados por Cristo, salvos do pecado; “... vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus" (1Co 6.11). Outra aplicação do termo é descrever a separação de uma coisa ou uma pessoa para uma determinada função, assim como quando Deus santificou o sétimo dia para descanso (Gn 2.3); Arão, seus filhos e suas vestes foram santificados para serviço no tabernáculo (Êx 29.21); o ano de jubileu foi santificado para libertar as pessoas e suas posses (Lv 25.10); homens santificam a Deus e o seu nome, como o único que merece louvor (Is 29.23; Mt 6.9); o ouro no templo e as ofertas no altar foram santificados para o serviço ao Senhor (Mt 23.17,19); alimentos são santificados para o nosso bem (1Tm 4.3-5), e os crentes são santificados para boas obras (2Tm 2.21). No texto de Paulo em 1Co 7.14, a santificação de cônjuges descrentes e seus filhos não é questão de salvação, mas de serem apropriados para a criação e manutenção da família. O homem descrente, nesses casos, é separado (isto é, designado) para ser marido, e a esposa cristã não pode mandá-lo embora. A salvação dele é possível, mas só se ele for ganho pela palavra e pelo exemplo da esposa (1Pe 3.1-2; 1Co 7.16). De semelhante modo, cada filho tomará sua própria decisão sobre o evangelho, tomando para si a fé em Cristo (2Tm 1.5).
II. AGINDO COM SABEDORIA

1. Na criação dos filhos. "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele" (Pv 22.6). O termo instrui tem a ideia de um pai que graciosamente investe numa criança toda a sabedoria, amor, educação e disciplina que é necessária para que ela se torne plenamente comprometida com Deus. Isso pressupõe a maturidade emocional e espiritual dos pais para fazerem isso. Quando um dos cônjuges não comunga da mesma fé, isso fica evidentemente nas mãos do cônjuge crente, que deverá agir com dobrada sabedoria e sob o fruto do Espírito. Somente, o cônjuge que é sábio será capaz de educar seus filhos do modo como Deus ensina na Sua Palavra. Somente, a sabedoria dada por Deus aos seus servos é capaz de livrar os nossos filhos da influência do mundo manifestada pelo cônjuge descrente. Uma educação cristã e atmosfera familiar espiritual são vantagens inquestionáveis. No caso neotestamentário de Timóteo [filho de um casamento misto, seu pai era gentio e sua mãe, judia (At 16.1)], sua mãe, Eunice, auxiliada por sua avó Lóide, as quais possivelmente tenham se convertido em Listra, uma colônia romana na província da Galácia, quando da primeira viagem missionária de Paulo acompanhado por Barnabé, transmitiram sua fé a Timóteo. Neste caso específico, há indícios de que Timóteo tenha recebido ensinamentos da fé judaica (2Tm 3.14,15), porém, seu pai recusou-se permitir que seu filho fosse circuncidado. Sem duvida, elas adotaram nessa situação aquilo que o apóstolo Pedro ensina: "Vós, esposas, estai sujeitas aos vossos próprios maridos, a fim de que, se alguns não forem obedientes à palavra, sejam ganhos sem palavra, por intermédio da conduta de suas esposas, por terem sido testemunhas oculares de sua conduta casta, junto com profundo respeito" (1Pe 3.1,2).
2. Nos afazeres domésticos. "Lar" é uma palavra latina cujo significado primeiro é o de um local, nas antigas residências romanas, em que se procedia à adoração dos antepassados familiares. Normalmente, como nos ensina o historiador francês Foustel de Coulanges em seu livro "A Cidade Antiga", havia um compartimento nas casas romanas onde somente poderiam entrar os membros da família, onde eram cultuados os antepassados familiares, os chamados "deuses lares". Normalmente, havia um altar em honra a estas divindades e um fogo que nunca se apagava, onde se realizava tal adoração. Vê-se, portanto, que a ideia do "lar" está vinculada à ideia de uma ligação espiritual entre os membros de uma mesma família, ou seja, o lar é a própria unidade espiritual dos integrantes de uma família. Para os romanos, a família possuía, sobretudo, um vínculo sobrenatural entre os seus membros, tendo sido os próprios juristas romanos que tornaram célebre a famosa definição de casamento, atribuída a Modestino, segundo a qual o casamento estabelece a "união divina e humana que gera uma vida em comum entre um homem e uma mulher", definição que foi parcialmente acolhida pelo nosso atual Código Civil no seu artigo 1511: O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges”. O conselho da Palavra de Deus para quem está sob um casamento misto, se o cônjuge crente for mulher, ela deve ser sujeita ao marido, assim como é decente ao Senhor (Cl 3.18). Deve sim agir com sabedoria. Nunca deixe o serviço da casa atrasado para ir a igreja, não atrase as refeições, redobre o cuidado com os filhos e principalmente com o marido. Pedro e os Apóstolos disseram "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.29) e ainda Paulo escrevendo a Gálatas comenta: "Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? Ou procuro agradar aos homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo" (Gl 1.10). Temos então dois extremos, mas a família é plano de Deus, inclusive em 1Co 7.16 diz que "como saberá se a mulher ou marido Crente salvará o seu cônjuge", sem contar em At 16.31, que nos diz que crendo em Jesus será salvo toda a sua casa, demonstrando assim a importância da postura do Crente perante o seu casamento.
3. Na vida espiritual. Se a esposa ou o marido incrédulo consente em morar com o crente, Paulo diz que este não deve deixar o seu cônjuge. Deus nos chamou à paz. O incrédulo é santificado no convívio com o crente. Pode ser que a esposa ou o marido incrédulo seja salvo (1Co 7.12-14). Baseado em Ef 4.31, não podemos permitir que o ambiente familiar onde estamos seja lugar de amargura, ira, cólera, gritaria e blasfêmias, devendo tudo isto ser demovido de nosso lar. Verdade é que os integrantes de nossa família que não tiverem comunhão com o Senhor procurarão levar-nos para este embate, para este conflito, mas, de forma alguma, poderemos permitir entrar neste “jogo do inimigo”, evitando ao máximo a peleja e a celeuma.
1. Com nova postura. 1Pe 3.1: “...sede sujeitas”. A expressão em destaque no grego é “hupotassõ” que quer dizer: “submeter-se; obedecer”. O apóstolo Pedro está exortando as mulheres cristãs que se submetam ao seu próprio marido. Tal recomendação fora feita também pelo apóstolo Paulo (Ef 5.22; Cl 3.18). Deve-se entender que Deus estabeleceu a família como unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e da família (Ef 5.23). Esta sujeição quer dizer também que a mulher deve cumprir o seu dever para com o esposo, como por exemplo: amando-o (Tt 2.4), respeitando-o (Ef 5.33), ajudando-o (Gn 2.18), vivendo de forma pura (Tt 2.5), com um espírito manso e quieto (I Pe 3.4), sendo uma boa mãe (Tt 2.4) e dona de casa (I Tm 2.15; 5.14; Tt 2.5).
2. Com bom testemunho. 1Pe 3.2: “...pelo procedimento de sua mulher”. Certo pensador já dizia: “As palavras ensinam, mas os exemplos arrastam”. De fato, nada impressiona mais o não crente que ver a transformação na vida de uma pessoa. Muito mais ainda se tratando da sua esposa. Se antes de Cristo a mulher era insubmissa, e, por isso, vivia em constantes brigas com seu marido não crente, após a conversão sua atitude deverá ser diferente (2Co 5.17), o que por certo resultará no louvor a Deus pelas obras que evidenciam sua salvação (Mt 5.16). Se antes de Cristo o casal discutia, agora, em Cristo, a mulher procura não revidar, pois aprendeu com Cristo a pagar o mal com o bem (Rm 12.21). Se o marido resiste ouvir o evangelho, ele não deixará de ver o testemunho vivido na prática por sua esposa, o que poderá resultar na sua conversão  “... para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo procedimento de suas mulher seja ganho sem palavra(1Pe 3.1). 3.3 “Considerando a vossa vida casta (honesta), em temor”. O termo honesto no grego “kalos” quer dizer: “algo bom, admirável, conveniente, decoroso, justo, honrável”. Pedro destaca que a mulher crente deve estar livre das influências imorais e corruptas do paganismo, incluindo os pecados e os desvios sexuais, mas, também, qualquer contato com as maneiras do viver com os excessos de várias modalidades (1Pe 4.2-4). Portanto, neste presente século onde há tanta promiscuidade e infidelidade conjugal, o cristão casado deve mostrar-se santo e fiel ao compromisso que assumiu com seu cônjuge, honrando-o diante de Deus e dos homens, ornando a doutrina na qual foi instruído (Tt 2.10).


CONCLUSÃO
Diante do que foi exposto aqui, conclui-se que Deus não quer que o crente venha a separar-se porque seu cônjuge não é crente (1Co 7.10), ao invés disso, o conselho bíblico é que se o marido ou a mulher descrente consente em habitar com seu cônjuge, permaneçam juntos (1Co 7.12). Caso esta situação seja a sua, busque de Deus sabedoria para que possa administrar com bom senso o seu lar e o seu casamento, a fim de que possa permanecer casado e seu esposo ou sua esposa, seja juntamente com seus filhos conduzidos a Cristo
QUESTIONÁRIO
1. Na criação do mundo, o que Deus falou que não era bom?
R. O fato de o homem viver só.
2. Segundo a lição, como podemos entender o texto “o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente”?
R. A Bíblia afirma que o cônjuge que serve ao Senhor santifica o não crente. É muito importante ressaltar que essa “santidade” específica, a que se refere o apóstolo, não leva à salvação.
3. Como deve agir a mulher crente em relação ao lar?
R. Ela deve agir com sabedoria.
4. Como deve agir u homem crente em relação ao lar?
R. Deve agir com sabedoria, procurando os melhores dias e horários para comparecer aos cultos.
5. O que o cônjuge convertido tem de demonstrar?
R. O cônjuge convertido, deve demonstrar que mudou e que Cristo o tornou um ser humano melhor.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9.ed., RJ: CPAD, 2007;
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD;
Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA;
Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD;
Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Vencendo as aflições da vida. CPAD.
HORTON, S. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 1996.
Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;
Francisco de Assis Barbosa

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O CRENTE E A UNIVERSIDADE (CONCLUSÃO).



              O Crente e a Universidade tem sido o tema sobre o qual temos comentado nesses últimos artigos escritos, com base no qual levantemos alguns questionamentos, mas sempre buscando o equilíbrio entre a Fé e Razão, entre o conhecimento espiritual e o conhecimento secular; ainda que em alguns momentos algum leitor deste jornal, possa não ter entendido o teor destes artigos, mas se isto aconteceu, talvez tenha sido por falta de um maior empenho na leitura e compreensão dos mesmos.
                 Devemos considerar que estes artigos que ora escrevemos, estão inseridos numa coluna intitulada: ''Filosofia e Religião'', logo é natural que não falemos somente sobre bibliologia ou teologia, mas com base na filosofia, sobretudo a filosofia cristã, buscamos justificar a teologia com base em argumentos sólidos, que na verdade proporcione aos leitores deste jornal, um amadurecimento e uma segurança maior quanto a sua fé em Deus.            
              Convém salientar que para uma boa compreensão de um assunto estudado ou em estudo não devemos ler um texto fora do contexto, e como estes artigos sobre o tema acima mencionado foram ao todo um total de oito, talvez para uma melhor compreensão deste assunto: ''O Crente e a Universidade'', seja necessário uma leitura de todos eles. Ainda que o nosso objetivo seja que todos ao lerem os mesmos tenham acesso a compreensão do assunto, sem maiores dificuldades.
               Ainda esta semana um pastor que reside num outro Estado, e que tem uma formação teológica, me perguntou: ''Você permanece ou mudou as suas convicções depois que cursou filosofia''? E Eu respondi: Mudei para melhor, pois depois que fiz faculdade de Filosofia creio mais em Deus e na Sua Palavra, e tenho uma visão mais ampla e segura de minhas convicções em Deus.
              Um crente que realmente está firmado em Deus e na Sua Palavra, Ao adentrar numa Faculdade de Ensino, por mais que a sua fé seja provada, o mesmo não terá motivos para esfriar e nem tão pouco para negar a fé em Deus. Os que depois de adentrarem numa Universidade, esfriam e negam a fé que antes professavam em Deus, é porque quando entraram lá, já não tinham uma estrutura de fé sólida, para serem confrontados, pois um crente quanto mais tem a sua fé confrontada, mas a fé do mesmo é acrescentada, pois é nos desafios maiores que o crente pelo comum se aproxima mais de Deus, e quanto mais o crente busca a Deus, mais o encontra. Conforme está escrito: ''Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós''. (Tiago 4. 7a).
              Lembro-me de que quando estava fazendo Faculdade de Filosofia, mesmo morando 108km distante da minha casa para a Universidade, e tendo que me levantar às 4:40hs da madrugada, para chegar no horário da aula, fui muitas vezes em jejum e consagração, e só então depois de encerrada a aula, é que eu me alimentava, ou seja, na hora do intervalo eu não merendava. Mas para que isto? Exatamente porque eu queria está mais preparado para os confrontos ali existentes, e eram confrontos que aparentemente eram naturais, mas com a visão que Deus me dava, eu podia perceber que eram muitos mais espirituais do que material. Pois é fato que desde muito tempo, e, sobretudo da Idade Moderna, que o homem vem buscando assumir o lugar de Deus, ou seja, negando o Criador-Deus, e tentando colocar o homem como criador, quando na verdade o homem é uma criatura.
             Mas defendo que se o crente souber tirar proveito do conhecimento adquirido numa Universidade, a sua fé só tende a crescer e os seus argumentos se tornarão mais firmes e precisos, para convencer os que ainda não são crentes em Deus, como também terá uma maior firmeza de suas convicções em Deus, para quando tiver a sua fé confrontada, não se mover do seu lugar, mas pelo contrário dar testemunho da mesma.
              Enfim ''O Crente e a Universidade'', é um assunto que deve ser do interesse da Igreja, e que os líderes se preocupem em ver com mais atenção, sobre a necessidade de um investimento naqueles que estão ou pretendem cursar numa Universidade, pois é fato que todo crente numa Faculdade tem a sua fé confrontada, e estes irmãos em Cristo precisam de uma assistência espiritual, talvez mais especial.
              Sendo que quem está fazendo ou pretende fazer um curso superior, deve buscar em Deus humildade, e quando preciso for busque o seu líder para  um conselho pastoral, porque embora o pastor da Igreja às vezes não tenha uma formação acadêmica, mas a autoridade da Igreja foi dada a ele, e o crente não deve pensar porque está fazendo faculdade, ou já tem um curso superior, tenha que ensinar ou se sentir mais importante do que o pastor e do que os outros não, mas pelo contrário deve utilizar o seu conhecimento para ajudar na Igreja em todos os aspectos que se fizer necessário.

Pastor Walfredo Soares de Lima é líder da Assembleia de Deus em José da Penha/RN e licenciado em Filosofia pela UERN.

sábado, 4 de agosto de 2012

LIÇÃO 6 – A DESPENSA VAZIA



05 de Agosto de 2012
Texto Áureo
"Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão"  (Sl 37.25).
Verdade Prática
Mesmo em meio à escassez, cremos que o Senhor é poderoso para suprir, em glória, todas as nossas necessidades.

Leitura Bíblica em Classe
2 Reis 4.1-7
1 E uma mulher das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor a levar-me os meus dois filhos para serem servos.
2 E Eliseu lhe disse: Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite.
3 Então, disse ele: Vai pede para ti vasos emprestados a todos os teus vizinhos, vasos vazios, não poucos.
4 Então entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o azeite em todos aqueles vasos, e põe à parte o que estiver cheio.
5 Partiu, pois, dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; e eles lhe traziam os vasos, e ela os enchia.
6 E sucedeu que, cheios que foram os vasos, disse a seu filho: Traze-me ainda um vaso. Porém ele lhe disse: Não há mais vaso nenhum. Então, o azeite parou.
7 Então, veio ela e o fez saber ao homem de DEUS; e disse ele: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e tu e teus filhos vivei do resto.

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·       Compreender que a fé em DEUS nos ajuda a lutar contra os imprevistos. 
·       Conscientizar-se de que DEUS age segundo aquilo que temos. 
·       Explicar a providência divina no Antigo e Novo Testamento. 

Palavra Chave
Escassez: Falta, carência, período de privação material
Introdução
Prosseguindo na sequência do estudo dos “dramas sociais”, estudaremos hoje a despensa vazia, ou seja, a questão da carência de recursos materiais mínimos para a sobrevivência da pessoa humana sobre a face da terra e veremos o cuidado de Deus para com os seus e a responsabilidade da igreja e dos crentes individualmente, em cuidar e socorrer aqueles que sofrem com esse mal. O amor cristão é mostrado não somente em um gesto heroico de dedicação, mas em uma vida diária de compaixão, contudo, como está escrito no Subsídio Teológico da revista: “A Igreja é também chamada a ser uma comunidade com solicitude e responsabilidade sociais. Infelizmente, esta vocação tem sido minimizada ou negligenciada entre muitos evangélicos e pentecostais”. Quando o ser humano foi criado, o Senhor providenciou que tivesse o necessário para sobreviver – comida e bebida (Gn 2.9,10). Deus, pois, como Criador do homem, sabe mais do que ninguém da necessidade que o ser humano tem de comida e bebida para sua sobrevivência (Mt 6:31,32), portanto, o problema da fome e das carências mínimas necessárias para a sobrevivência do homem não pode ser imputada a Deus, mas, sim, ao próprio homem. O egoísmo e a ganância contribuem decisivamente para que a fome mate milhões de pessoas todos os anos em nosso planeta. Tenham todos uma excelente a proveitosa aula!

I. LUTANDO CONTRA O IMPREVISTO

1. A viuvez. No antigo oriente, as mulheres eram consideradas inferiores. Mas esse milagre operado por Eliseu demonstra o cuidado de Deus e a sua provisão para os vulneráveis e abandonados. O historiador judeu Flavio Josefo afirma que essa mulher necessitada era a viúva do profeta Obadias, o mordomo de Acabe, que havia salvado a vida de cem profetas do Senhor (1Rs 18.4; 2Rs 4.1). A lei mosaica permitia que se vendessem filhos como servos (ou escravos) durante um período limitado de tempo (Êx 21.2,7; Lv 25.39-46; Dt 15.12-18). Um homem podia vender a si mesmo ou sua esposa como escrava, por causa da pobreza ou de alguma dívida. Tal servidão era limitada a seis anos e os direitos dos escravos eram enfatizados (Êx 21.2). Infelizmente, essa disposição legal estava sujeita a abusos constantes (Ne 5.5-8; Jr 34.8-22; Am 2.6; 8.6). A provisão foi dada na medida da fé que a mulher tinha e da sua capacidade de armazenamento. Deus é aquele que supre as necessidades dos seus de forma distinta e definitiva, “segundo as suas riquezas” (Fp 4.19). A viúva recebeu do Senhor mais do que pedira. Seu pedido fora apenas que seus filhos ficassem livres de viver na escravidão. Mas em sua pobreza, ela ainda tinha muitas outras necessidades. Deus Se dispôs a suprir essas necessidades. Ele constantemente dá aos seres humanos bênçãos muito maiores do que eles pedem para si mesmos.
2. A dívida. Esta mulher ficou viúva com 2 filhos, e o falecido deixou uma grande divida para pagar. Não tinha emprego e muito menos renda e os credores iam levar seus filhos para trabalharem como escravos, tudo para resgatar a tal divida; A Bíblia não revela o valor da dívida deixada pelo falecido, mas o certo é que era uma alta soma, pois seria necessário dar os dois filhos do casal como escravos para quitar o débito (2 Rs 4.1). De acordo com a lei, o devedor que não pudesse pagar o seu débito era obrigado a servir ao credor até ao ano do Jubileu (Lv 25.39,40). Em suas “Antiguidades”, o historiador judeu Flávio Josefo afirma que Obadias ficara em dificuldades financeiras porque havia pegado dinheiro emprestado para sustentar essa centena de profetas. O fato é que a viúva estava na iminência de vender seus dois filhos como escravos a fim de pagar suas dívidas.
3. A solução. A igreja de Cristo precisa dar respostas concretas e específicas às perguntas formuladas pelos sofredores deste mundo. É sempre tentadora a omissão que se camufla sob o manto da piedosa ajuda espiritual (Tg 2.15-16).
II. DEUS AGE COM O QUE VOCÊ TEM

1. A botija de azeite. A narrativa da viúva com seus dois filhos revela que DEUS cuida dos seus fiéis quando estão em necessidade e aflição. A viúva com os filhos representam o povo de DEUS quando estão em abandono e opressão. Tanto no AT como no NT, a compaixão pelos necessitados e o cuidado por eles são evidência da fé genuína em DEUS e da verdadeira piedade (Êx 22.22-24; Dt 10.18; 14.29; Jó 29.12; Tg 1.27).
2. A farinha na panela. Sarepta era uma pequena cidade costeira fora das fronteiras de Israel, entre Tiro e Sidom. Está dentro do território da Fenícia, centro da adoração de Baal, terra natal da ímpia Jezabel, mulher do rei Acabe, através de quem o culto àquela falsa divindade foi introduzido em Israel. A maioria do povo de Sarepta adorava vários deuses e deusas em templos ou “lugares altos” (2Rs 17.32), onde os ritos religiosos incluíam atos de vulgar imoralidade “centralizados em torno de uma adoração da fertilidade do homem”. Naquela época pensava-se que os deuses pertenciam a uma cidade ou região específica e o eterno, então, envia seu servo para os domínios daquele deus para fazer conhecidos Sua presença e Seu poder. Por toda região, no reinado de Acabe, houve uma grande seca. Por três anos e seis meses nem uma gota sequer de água caiu do céu. Esta seca fora predita pelo profeta Elias, que perseguido por corruptos governantes, se refugia junto ao ribeiro de Querite. Elias ficou em Querite, sendo sustentado pelos corvos até o riacho secar. Em seguida, Deus usou a necessidade do profeta para alcançar uma mulher na distante Sarepta. A viúva, lá fora, ajuntando lenha para fazer uma última refeição para si mesma e para o filho, imediatamente reconheceu Elias como um crente em Deus. O texto não diz o que foi, mas algo a fez saber que Elias era um adorador do Senhor. Esse é o propósito divino para a mulher ou o homem que se encontra na mesma condição: servir e honrar a Deus independentemente das circunstâncias (Mc 12.41-44; 1 Tm 5.5). e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva”(Lc 4.26). A viúva de Sarepta usou o resto do azeite que tinha em casa e fez um pão para o profeta Elias, abençoando aquele homem que levava a palavra de DEUS. Ela não pensou na seca e crise econômicas que o país estava passando, ou, que aquele pão poderia ser a última refeição que poderia ter juntamente com seu filho antes de morrerem. Talvez até tivesse ponderado estes fatos, entretanto, aquela mulher creu que DEUS era poderoso para fazer infinitamente mais que sua mente humana pudesse imaginar. E DEUS em sua majestade e poder fez prosperar onde não havia esperança de salvação para vida da viúva e de seu filho. Olhando por um outro ângulo vemos uma mulher que não se limitou em sua fé ao se predispor em ajudar o seu próximo. Fique atento para que você não fique somente como um espectador daquilo que DEUS está fazendo na Igreja, esteja pronto para trabalhar na seara. Faça parte e aproveite a oportunidade que DEUS tem nos dado. Não tente agradar a DEUS com sacrifícios vãos, escute aquilo que Ele tem te falado e te chamado para fazer. Obedecer e melhor que sacrificar.
3. Cinco pães e dois peixes. Além da ressurreição, este milagre é o único registrado nos quatro evangelhos ditos sinóticos. Seu significado pode ser visto no sermão proferido por Jesus após o milagre, no qual ele se declara ser “o pão da vida” (Jo 6.48). Cinco mil este número não incluía mulheres e crianças (Mt 14.21). Este é talvez o milagre realizado por Jesus que mais exerce fascínio no homem porque atinge seu maior drama: a escassez. “E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas”(Mc 6.34). O termo COMPAIXÃO (Grego: splagchnizomai), o qual descreve uma emoção que comove a pessoa até o íntimo do seu ser. Fala da tristeza que alguém sente pelo sofrimento e infortúnio do próximo, juntamente com o desejo de ajudá-lo. É uma característica divina encontrada em Deus Pai: (Dt 30.3; 2 Rs 13.23; Sl 78.38; 111.4) e no seu Filho Jesus Cristo (Mc 1.41; 6.34; 8.2; Mt 9.36; 14.14; 15.32; Lc 7.13). Em todas as épocas, e particularmente nestes dias de indiferença ante o sofrimento dos outros, Jesus espera que semelhante atitude motive atos compassivos dos seus seguidores (Mt 18.33; Lc 10.33).
III. A PROVIDÊNCIA DIVINA

1. No Antigo Testamento. No Antigo Testamento podemos citar alguns exemplos da provisão de Deus das necessidades básicas:
- Provendo para o povo de Israel no deserto (Êx 15.23-27; 16.1-36; Dt 29.5-6);
- Estabelecendo leis de ajuda e socorro aos pobres (Êx 23.10-11; Lv 19.9-10; 23.22; Dt 15.7-8);
- Provendo para Elias junto ao ribeiro de Querite (I Rs 17.1-7) e em Sarepta (17.8-16);
- Provendo para uma viúva através do ministério de Eliseu (2 Rs 4.1-7). Depois de o Senhor DEUS criar os céus e a terra (1.1), Ele não deixou o mundo à sua própria sorte. Pelo contrário, Ele continua interessado na vida dos seus, cuidando da sua criação. DEUS não é como um hábil relojoeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e deixa acabar essa corda lentamente até o fim; pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou. O constante cuidado de DEUS por sua criação e por seu povo é chamado, na linguagem doutrinal, a providência divina.
2. Em o Novo Testamento. Boa parte do ministério terreno de Jesus foi dedicado aos pobres e desprivilegiados na sociedade judaica. Dos oprimidos, necessitados, samaritanos, leprosos e viúvas, ninguém mais se importava a não ser Jesus (cf. Lc 4.18,19; 21.1-4; Lc 17.11-19; Jo 4.1-42; Mt 8.2-4; Lc 17.11-19; Lc 7.11-15; 20.45-47). Ele condenava duramente os que se apegavam às possessões terrenas, e desconsideravam os pobres (Mc 10.17-25; Lc 6.24,25; 12.16-20; 16.13-15,19-31). De igual forma, ele espera que seu povo contribua generosamente com os necessitados (ver Mt 6.1-4). Ele próprio praticava o que ensinava, pois levava uma bolsa da qual tirava dinheiro para dar aos pobres (ver Jo 12.5,6; 13.29). Em mais de uma ocasião, ensinou aos que o queriam seguir a se importarem com os marginalizados econômica e socialmente (Mt 19.21; Lc 12.33; 14.12-14,16-24; 18.22). As contribuições não eram consideradas opcionais. Uma das exigências de Cristo para se entrar no seu reino eterno é mostrar-se generoso para com os irmãos e irmãs que passam fome e sede, e acham-se nus (Mt 25.31-46). O apóstolo Paulo e a igreja primitiva demonstravam igualmente profunda solicitude pelos necessitados. Bem cedo, Paulo e Barnabé, representando a igreja em Antioquia da Síria, levaram a Jerusalém uma oferta aos irmãos carentes da Judéia (At 11.28-30). Quando o concílio reuniu-se em Jerusalém, os anciãos recusaram-se a declarar a circuncisão como necessária à salvação, mas sugeriram a Paulo e aos seus companheiros “que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência” (Gl 2.10). Um dos alvos de sua terceira viagem missionária foi coletar dinheiro “para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém” (Rm 15.26). Ensinava as igrejas na Galácia e em Corinto a contribuir para esta causa (1Co 16.1-4). Como a igreja em Corinto não contribuísse conforme se esperava, o apóstolo exortou demoradamente aos seus membros a respeito da ajuda aos pobres e necessitados (2Co 8;9). Elogiou as igrejas na Macedônia por lhe terem rogado urgentemente que lhes deixasse participar da coleta (2Co 8.1-4; 9.2). Paulo tinha em grande estima o ato de contribuir. Na epístola aos Romanos, ele arrola, como ação do Espírito Santo em nós, a capacidade de se contribuir com generosidade às necessidades da obra de DEUS e de seu povo (ver Rm 12.8; ver 1Tm 6.17-19).
3. Na atualidade. Nossa prioridade máxima, no cuidado aos pobres e necessitados, são os irmãos em Cristo. Jesus equiparou as dádivas repassadas aos irmãos na fé como se fossem a Ele próprio (Mt 25.40, 45). A igreja primitiva estabeleceu uma comunidade que se importava com o próximo, que repartia suas posses a fim de suprir as necessidades uns dos outros (At 2.44,45; 4.34-37). Quando o crescimento da igreja tornou impossível aos apóstolos cuidar dos necessitados de modo justo e equânime, procedeu-se a escolha de sete homens, cheios do Espírito Santo, para executar a tarefa (At 6.1-6). Paulo declara explicitamente qual deve ser o princípio da comunidade cristã: “Então, enquanto temos tempo, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé” (Gl 6.10). Deus quer que os que têm em abundância compartilhem com os que nada têm para que haja igualdade entre o seu povo (2Co 8.14,15; cf. Ef 4.28; Tt 3.14). Resumindo, a Bíblia não nos oferece outra alternativa senão tomarmos consciência das necessidades materiais dos que se acham ao nosso redor, especialmente de nossos irmãos em Cristo.

CONCLUSÃO
Paulo incentiva os coríntios a darem generosamente. Ele cita um princípio bem conhecido nas Escrituras: ceifamos o que semeamos. A oferta é voluntária, segundo a decisão de cada um para dar com alegria. É a responsabilidade de cada cristão contribuir, mas não devemos fazê-lo só por causa da obrigação. Devemos entender o propósito da oferta e participar com alegria, reconhecendo o privilégio de participar do trabalho do Senhor. Ao invés de segurar o nosso dinheiro, recusando utilizá-lo para servir a outros, devemos lembrar que todas as nossas bênçãos e a nossa capacidade de dar vêm do Senhor.
N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Ef 2.8),

EXERCÍCIOS
1. Qual o risco que os filhos da viúva corriam?
R. Risco de serem levados como escravos como pagamento da dívida do pai.
2. O que de incomum a viúva fez?
R. Ela foi ao encontro de Eliseu. Naquele tempo raramente as mulheres conversavam com os homens sem serem convidadas.
3. Qual foi a orientação do profeta para a viúva?
R. Pedir vasos emprestados aos vizinhos, todos quantos pudesse pegar. E depois que estivesse com as vasilhas em casa, ela deveria fechar a porta e despejar o azeite nelas.
4. Mesmo sem condições o que a viúva preparou para o profeta?
R. Ela preparou uma refeição.
5. Você tem sido negligente com a sua nobre missão?
R. Resposta pessoal.     

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
TEXTOS UTILIZADOS:
-. Lições Bíblicas do 2º Trimestre de 2012, Jovens e Adultos, As Sete Cartas do Apocalipse — A mensagem final de Cristo à Igreja; Comentarista: Claudionor de Andrade; CPAD;

OBRAS CONSULTADAS:
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal, 1995 por Life Publishers, Deerfield, Flórida-EUA. Estudo A PROVIDÊNCIA DIVINA (BEP - CPAD);
-. O CUIDADO DOS POBRES E NECESSITADOS (Estudo da Bíblia de Estudos Pentecostal em CD - CPAD);
-. Bíblia de Estudo Genebra, São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. BARNETT, T. Há um milagre em sua casa: A solução de Deus começa com o que você tem. 9.ed., RJ: CPAD, 2007;
-. HORTON, S. Teologia Sistemática: Uma perspectiva pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 1996.
Francisco de Assis Barbos